Adelino Amaro da Costa (1943-1980)

Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa (Lisboa, 18 de Abril de 1943 – Camarate, 4 de Dezembro de 1980), político português.

Engenheiro Civil, licenciado pelo Instituto Superior Técnico em 1966, foi director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministro da Educação Nacional, José Veiga Simão.

Após a Revolução dos Cravos, influenciado pela Democracia Cristã, foi um dos fundadores, juntamente com Diogo Freitas do Amaral, do Centro Democrático Social, actual Partido Popular. Foi o primeiro secretário-geral eleito do CDS. Foi deputado à Assembleia Constituinte, entre 1975 e 1976 e deputado à Assembleia da República até 1980, tendo desempenhado ainda funções de presidente do Grupo Parlamentar do seu partido.

Após a vitória da Aliança Democrática nas eleições legislativas de 1980, foi-lhe atribuída a pasta da Defesa Nacional do VI Governo Constitucional, tornando-se assim o primeiro civil a assumir o cargo de Ministro da Defesa, após a Revolução dos Cravos.

Faleceu num desastre de avião em Camarate, no dia 4 de Dezembro de 1980, em conjunto com a sua esposa, o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e a companheira deste, Snu Abecassis, quando se dirigiam para o Porto para participar num comício de apoio a Soares Carneiro, o seu candidato para as eleições presidenciais desse ano.

Adelino Amaro da Costa

A edição de quarta-feira da revista Focus, que entrevistou José Esteves, refere que o antigo segurança do CDS, assume agora que foi o autor de uma bomba incendiária que terá provocado o acidente, mas que o seu plano era apenas pregar um «susto» ao general Soares Carneiro, candidato presidencial pela Aliança Democrática (AD), e que o engenho foi alterado de forma a provocar a morte dos passageiros do Cessna.

A explosão da aeronave Cessna, no bairro de Camarate, a 4 de Dezembro de 1980, provocou a morte do então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, da sua mulher Snu Abecassis, do ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, do chefe de gabinete do primeiro-ministro António Patrício Gouveia, assim como dos dois pilotos do aparelho.

Para uns foi um acidente, para outros um atentado e depois de muitos anos em investigações, o caso nunca chegou à barra dos tribunais.

Questionado pela revista Focus sobre o alvo do atentado, José Esteves explica que «era um engodo destinado a Soares Carneiro» (candidato presidencial da Aliança Democrática) e que «o circo mediático estava todo montado».

A bomba era apenas, conta José Esteves, para «fazer incendiar o avião no fim da pista, sem levantar, e pregar um susto».

Adelino Amaro da Costa tinha o avião disponível para viajar para o Porto onde ia assistir ao encerramento da campanha de Soares Carneiro, mas este foi para Setúbal nessa noite, acompanhado de Freitas do Amaral.

O primeiro-ministro Sá Carneiro, que também ia para o Porto, acabou por desmarcar os dois bilhetes que tinha reservado na TAP e, juntamente com o ministro da Defesa, embarcou no Cessna.

O antigo segurança, José Esteves, explicou que foi ele quem «fabricou a faca, mas não deu a facada».

«Eu fabrico a faca, mas não dou a facada. As armas não matam. Quem matam são os homens. Em Camarate, tudo o que eu fiz foi dizer ‘sim, senhor patrão’» , pode ler-se na entrevista.

«Montei um engenho incendiário para pregar um susto. Foi entregue na Rua Augusta, numa loja, debaixo de um ‘puff’. Já sabia que era para um indivíduo de tez escura…», disse.

O «Sô Zé» como também é conhecido, explicou que o engenho era uma mistura: «Se juntarmos clorato de potássio com açúcar e ácido sulfúrico, temos uma bomba incendiária. Basta depois ter um tubo – e um cabo de reboque ser levantado – para o engenho ser accionado».

José Esteves assumiu a autoria do engenho para «pregar um susto», mas recusou ser considerado o assassino dos dois políticos portugueses e confessa que, ainda hoje, o «Caso Camarate» lhe provoca sofrimento.

«Não é medo. É sofrer. É a filha não me convidar para o casamento por o pai ser o assassino de Camarate. É o meu pai morrer e dizer: ‘Eu vou morrer filho, e tu és o assassino de sete pessoas’», confessou.

«O avião era para incendiar no fim da pista. Depois, todos os que foram avisados, ao engano, aparecem na porta com o cinto de amianto desapertado. E o amianto não queima. E os corpos estão todos à saída do avião, verdade? Ora, em trinta e tal segundos não dá tempo para desapertar os cintos quando se apercebem que alguma coisa vai correr mal depois do avião bater nos cabos de alta tensão e antes de se despenhar no bairro de Camarate», pormenorizou, acrescentando que «no fim da pista, o avião ia efectivamente a arder».

O Cessna, já a arder e deixando um rasto de detritos, acaba por embater em cabos de alta tensão, junto ao bairro das Fontainhas e, perdendo momento e velocidade, acaba por se despenhar numa bola de fogo, sobre Camarate, perto de Lisboa.

Em termos judiciais, o caso prescreveu em Setembro deste ano e, apesar da confissão, o antigo «operacional» nunca poderá ser julgado.

«Como alguém conhecido uma vez me disse, não tem solução: Peca por excesso de provas», concluiu José Esteves.

fonte:solonline

Para os mais curiosos ficam aqui os seguintes links relacionados com o acidente de camarate!

http://www.dgsi.pt/bpjl.nsf/585dea57ef154656802569030064d624/b34f2a7f6fc0564a802567b5003dab84?OpenDocument

http://www.pgr.pt/portugues/grupo_soltas/noticias/99/nota99_0706.htm

Sentida Homenagem da Comissão Politica do CDS PP Vila de Franca de Xira

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