Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira


Registamos neste espaço, algumas das intervenções da eleita municipal  Filomena Rodrigues na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal realizada em 22 de junho`17, na vila do Sobralinho. 

 

  Ambiente

O que pretendo saber é se as viaturas da recolha diária de resíduos sólidos urbanos no final do serviço, quando regressam às instalações dos serviços são lavados dentro das instalações.

No caso de as viaturas serem lavadas dentro das instalações dos serviços, se a água dessa lavagem, certamente com lixiviados, é recolhida em estação ou tina de tratamento?.

E qual o volume médio mensal desse tipo de resíduo aquoso?.

  

 

 

Outra questão relacionada com o Ambiente,  e que publicamente desde a Sessão de Assembleia Municipal de 25.09.2014 , portanto há quase 3 anos, tenho vindo por várias vezes a questionar o executivo da Câmara Municipal é sobre a presumível existência de resíduos de amianto e claro a contaminação do solo na antiga fábrica Cimianto.

Se têm a clara dimensão desta questão e dos custos de descontaminação, que irão ser suportados por quem comprar aquele espaço.

 

Ainda referente a questões ambientais e em relação ao Mouchão do Tejo 

Depois de várias noticias sobre os trabalhos a desenvolver para reparar os danos no Mouchão da Póvoa, a última tornada pública é a que aponta, para que a Câmara Municipal entre com uma participação financeira, numa parte considerável, para a obra a realizar.

Ora isto vai em sentido contrário ao que o responsável do governo pela pasta do ambiente disse, quando no inicio foi confrontado com este desastre ambiental.

Pois em Abril após uma interpelação dos deputados do CDS na Assembleia da República, o Ministério do Ambiente disse, que a obra iria avançar e ficaria pronta em Outubro.

Ou seja, que a reparação iria ter caracter urgente e que seria custeada pelo Fundo Ambiental. Até presumo, que se referia ao Fundo de Intervenção Ambiental dada a exigência de uma intervenção rápida.

Agora, passado o impacto inicial do acontecimento o Ministério do Ambiente começa com o jogo do empurra.

O Ministério numa pirueta, dá uma reviravolta e vem acossar a Câmara, que não tem tutela alguma sobre o Mouchão para que entre com uma comparticipação em larga escala.

Já estamos mesmo a ver este filme, que está a ser realizado pelo Ministério, depois de uma entrada de aparente acção para acalmar os ânimos, vem o jogo do empurra, e com isto tudo, a reparação não é realizada em tempo e o dano ambiental com a biodiversidade e uma riqueza única daquele ecossistema no Mouchão da Póvoa a caminhar para a perda total, mas agora acentuada pela inépcia do Ministério do Ambiente, através do jogo do empurra. 

 

Por último em relação a questões , que se prendem com o ambiente e também com a saúde venho preguntar se no pavilhão de ginástica e desporto escolar da escola básica da Malvarosa foi retirada a componente de amianto.

Prende-se esta pregunta com o facto de o executivo ter por várias vezes referido, que tinha já removido todo o amianto nas escolas sob a sua responsabilidade, mas segundo julgo saber neste pavilhão ainda permanece componentes com amianto.

 

 

A eleita municipal  Filomena Rodrigues,  neste período de antes da ordem do dia apresentou ainda uma recomendação ao executivo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira , por causa da actual situação vivida pelas companhias profissionais de teatro do concelho. que estão a sofrer constrangimentos na realização dos seus trabalhos, que podem até levar à cessação da actividade, devido a uma redução drástica dos apoios municipais. 

 

 

 

 Recomendação

Desde a apresentação do último orçamento camarário, que é público a redução substancial dos apoios municipais, aos grupos de teatro profissional do concelho.

Ao longo dos anos a Câmara Municipal repartia os apoios a esta cultura de modo discriminativo consoante a metodologia, ou seja, o caminho que seguiam para a realização dos seus trabalhos.

Assim as verbas a atribuir distribuíam-se pelos;

Aprendizes do Fingir, dedicado às camadas jovens como modo iniciático para trabalhar esta arte.

Aos grupos de teatro amador, em que os participantes num esforço louvável e digno se associam e participam de modo voluntário.

E aos grupos de teatro profissional, que no nosso concelho são dois.

Em todos eles existe um traço comum, o amor ao teatro e claro através desta arte promover a difusão da cultura.

Mas existem também pontos distintivos. Enquanto o teatro de raiz amadora faz as suas produções e presta contas do que recebe numa base de associação local, o teatro profissional é obrigado a organizar-se de forma muito diferente, digo mesmo como empresa cuja actividade é a cultura.

O teatro profissional é por isso é obrigado a ter contabilidade organizada, e todas as responsabilidades inerentes às obrigações sociais de uma empresa.

No ponto da produção artística, a diferenciação também é grande, porque enquanto normalmente o teatro amador realiza por ano uma ou duas produções artísticas, embora possa ter várias sessões, que como já referi é um trabalho louvável, não é possível comparar com a produção cultural dos dois grupos profissionais do concelho, que apresentam uma programação, que cobre todos os meses do ano, ao qual acresce ainda actividades culturais inerentes a esta área artística, mas apresentadas de forma diversa.

Lembro aqui por exemplo “as noites do pelourinho em Alverca” produzido pelo Cegada grupo de teatro ou a diversidade da produção de artística da Inestética no Palácio do Sobralinho, com apresentações, que passam além do teatro, pela ópera ou pelo fado, só para citar algumas das produções artísticas, que ambas as companhias profissionais realizam.

Mas esta redução nos apoios municipais ao teatro profissional no concelho, que pode levar até à cessação de actividade, não prejudica somente os profissionais do teatro, atinge sobretudo as populações, que deixam de ter um acesso local calendarizado, portanto regular, a este tipo de expressão da arte e da cultura, nas suas mais diversas apresentações.

Todos sabemos, que na zona a norte do concelho de Lisboa, os únicos espaços de teatro assumidos por companhias profissionais estão no concelho de Vila Franca de Xira, o que é marcante e confere importância cultural ao município.

Por isso a recomendação, que O CDS-PP aqui expressa ao executivo da Câmara Municipal é que volte a ponderar o apoio a estes dois grupos profissionais de teatro, para os mesmos poderem continuar uma produção artística de excelência como têm feito até aqui.

E para que também deste modo, as populações do nosso concelho e aqui no concelho, possam continuar a usufruir de tal bem cultural.

 

Sessão de Assembleia Municipal.

Sobralinho, 22 de Junho 2017

Filomena Rodrigues – eleita municipal CDS-PP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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