Câmara Municipal de Vila Franca de Xira dá machada na cultura


Não se pode ficar indiferente ao que o executivo camarário está a fazer, em relação aos apoios com que vinha acompanhando as duas companhias profissionais de teatro do concelho, a Inestética Companhia Teatral e o Cegada Grupo de Teatro.

Ao longo dos anos a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira – CMVFX tem vindo a dar apoios, consignados em sede de Orçamento Municipal, através de subsídios aos grupos de teatro residentes no concelho.

E estamos à vontade para falar sobre a atribuição destes apoios.  Até porque desde o primeiro Orçamento Municipal em que participámos, em 2013 por via da condição de eleita municipal pelo CDS-PP, afirmámos em Assembleia Municipal, que não aceitávamos a disparidade de valores atribuídos às companhias profissionais, porque entendemos, que deve haver equidade em relação aqueles que estão no mesmo patamar de trabalho, neste caso como actividade profissional.

Depois da aprovação do último Orçamento Municipal, no qual a posição de voto do CDS-PP foi a abstenção, e disponibilizadas as verbas destinadas ao movimento associativo, as companhias profissionais de Teatro residentes no concelho viram-se confrontadas com cortes de 60% em relação a anos anteriores. Porque o executivo camarário agora tomou a posição de dizer, que quer sejam amadores ou profissionais, que é tudo igual.

Ora como facilmente se depreende, não será bem assim.

Aliás, em todos os outros Orçamentos Municipais anteriores a este, a Câmara Municipal usava e com toda a lógica a diferenciação, entre  os grupos de teatro amador e as companhias profissionais de teatro. Esta diferenciação, da nossa parte aceita-se perfeitamente, porque pese embora o apreço que temos pelo trabalho dedicado e voluntário dos grupos amadores, que é sempre de louvar, no entanto por norma prepararam uma obra representativa com a qual se apresentam praticamente durante a campanha anual.

Já as companhias profissionais de teatro, para além de apresentarem um programa diversificado e uma actividade regular, que cobre todo um ano civil, têm também outros encargos e obrigações inerentes a uma empresa de âmbito cultural.

Tal atitude por parte da Câmara Municipal, como facilmente seria de prever, levou por parte das companhias profissionais ao cancelamento de programas, que já tinham definido e apresentado publicamente para todo este ano.

Porque de facto, é realmente impossível aos profissionais de teatro do concelho prosseguirem sem verbas a execução da totalidade dos seus trabalhos culturais já planeados para apresentação pública.

Depois de ter acabado no concelho alguma diversidade cultural, como o cinema, chega agora a vez de o teatro com programação regular e diversificada levar uma machadada pela mão da CMVFX, dando deste modo mais uma achega para a desertificação cultural no concelho, empurrando desta maneira os munícipes para a procura de ofertas culturais principalmente no concelho limítrofe de Lisboa.

E ainda há quem não veja, porque falta vida nas ruas das cidades e vilas do nosso concelho.

 

Filomena Rodrigues

Eleita Municipal CDS-PP

 

 

 

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