CONSELHO NACIONAL DO CDS -PP


FiloCN16.04.16Realizou-se em Mêda, no distrito da  Guarda, no passado sábado dia 16.04.16 o Conselho Nacional do CDS-PP. Depois de apresentadas e votadas as contas referente ao exercício do ano transacto, foram postas à apreciação dos conselheiros as moções sectoriais apresentadas no 26º Congresso, para serem votadas.

Filomena Rodrigues , presidente da concelhia de Vila Franca de Xira e conselheira nacional, fez uma intervenção sobre a moção, cuja primeira subscritora é Isabel Galriça Neto e que abordava a temática da eutanásia e da morte assistida. A conselheira começou por lembrar que já existe o Testamento Vital, um procedimento legal feito e assinado por qualquer maior de idade em pleno uso da sua capacidade para expressar a sua vontade.

Um documento, registado electronicamente, acessível a todos na Internet, onde é possível manifestar o tipo de tratamento, ou os cuidados de saúde, que pretende ou não receber, quando estiver incapaz de expressar a sua vontade.O Testamento Vital permite, também, a nomeação de um ou mais procuradores de cuidados de saúde.

O registo do Testamento Vital, no Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV), permite a disponibilização atempada da informação constante no seu Testamento para consulta pelos médicos.

Até ao início de Fevereiro deste ano só 2138 portugueses fizeram o Testamento Vital. Num país com 9 milhões de eleitores ou seja com 9 milhões de pessoas com mais de 18 anos, que podem tomar decisões só pouco mais de 2100 pessoas fizeram este testamento vital, que tem um prazo de validade de cinco anos findo o qual, quem o fez e, se for vivo pode se quiser renovar o testamento.

Um documento que se pode retirar da net ou solicitar em qualquer balcão do Serviço Nacional de Saúde e que é entregue sem qualquer entrave num centro de saúde local.Portanto algo fácil de fazer, mas que o tão escasso número de adesão, se deve segundo Filomena Rodrigues a uma falta grande de informação pública.

A terminar apelou, para que fosse feita uma maior difusão junto do público, até como forma de contraponto a propostas referentes  à eutanásia e à morte assistida, que agora começaram a aparecer, levadas à Assembleia da República, sobre forma de petição pública

 

 

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