Confiem em quem é prudente e rigoroso


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Paulo Portas – Presidente do CDS no início da sua intervenção, este domingo no encerramento da Escola de Quadros, começou por falar sobre a crise dos refugiados na Europa. “É preciso dizer-lhes: esta crise não é uma clássica crise de imigração. É a maior crise humanitária que a nossa geração já viu na Europa. Devemos ser humanistas com os que esperam da Europa um sopro de vida com dignidade. E reservar a indignação para com as máfias que organizam. A Europa não pode ser a sepultura trágica de vidas humanas e dos nossos valores. É preciso responder coordenadamente”.
Sobre as eleições legislativas de dia 4 de outubro, Paulo Portas deixou um alerta : “Não votem em partidos que hipotequem o país com dívida pública. Confiem em quem é prudente e rigoroso com a dívida pública”.
O caminho que a coligação, da qual o CDS faz parte, propõe está claramente definido, sendo aquele que “mais preserva este novo ciclo económico e que evita que voltemos ao ciclo do resgate e da recessão. Temos razões para dizer que a trajetória do desemprego vai caindo; temos crescimento mais alto do que a média da zona euro, o investimento a subir, as exportações a bater recordes, o turismo a contribuir para o novo ciclo, a agricultura a crescer.”
Falando para os jovens do partido, Paulo Portas, disse ver “ gente na oposição a desprezar a política de estágios. Seis meses depois de terminarem, dois terços dos jovens encontraram um posto de trabalho. Ajudaram os mais jovens a encontrar um posto de trabalho. Estão a desprezar o brio e capacidade dos jovens.”
Mas o tema central do discurso de Portas foi a questão da Segurança Social, onde atacou a redução da TSU proposta pelo PS e garantiu que a coligação não vai fazer cortes nas pensões, quando pensar nas medidas para reduzir em 600 milhões de euros o orçamento da Segurança social. “Devemos falar da sustentabilidade da SS sem demagogia”, disse. “É mais factível resolver a questão da poupança dos 600 milhões sem recorrer a cortes, como é nosso compromisso, do que resolver o mega buraco que o PS estima em 6 mil milhões de euros – e pode ir até 14 mil milhões”, esclarecendo que não se deve alinhar em experimentalismos.
Paulo Portas na sua intervenção deixou ainda um apelo aos indecisos, pedindo ao partido dedicação para os ouvir e convencer e distinguiu vários tipos de indecisos, sendo que nesta parte do discurso se referia a “cidadãos que, sabendo que um país europeu basicamente só é governável ao centro, e com compromissos políticos e sociais, ainda não fizeram a sua opção”, apontando para as “ruturas” e as “convulsões” gerados por eventuais acordos do PS com o PCP e o BE.
“É o PS que diz pela primeira vez em 40 anos que o país pode ser governado não ao centro, mas com acordos entre o PS e os partidos à esquerda do PS. Legitimamente, nem o PC nem o Bloco aceitam o quadro europeu em que estamos integrados”, afirmou Portas.
“Uma instabilidade dessa natureza daria cabo da confiança externa e da confiança interna. Peço-vos que não deixem o país entrar em ruturas dessa natureza ou convulsões dessa ordem”, concluiu. – CDSNotícia

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