PS tem medo do debate com o CDS


PS tem medo do debate com o CDS

CDS

É absolutamente surpreendente que o PS, no espaço de poucas semanas, passe de uma posição em que jurava aceitar o critério editorial das televisões para efeitos de debates, para a posição oposta, que é a de querer interferir na decisão editorial das televisões. Estas propuseram – como á aliás tradicional – um conjunto de frente-a-frentes entre os líderes do PSD, PS, CDS, PCP e BE. Nós aceitamos essa proposta, mas o PS não faz outra coisa senão fugir desses frente-a-frentes que permitem confrontar democraticamente várias opiniões. O respeito do PS pela liberdade editorial não passou a prova dos factos: acham-se donos das televisões e dos debates.

Face a esta birra do PS para fugir aos debates, é oportuno lembrar o que disse o Deputado Jorge Lacão em conferência de imprensa no passado dia 26 de Maio sobre cobertura eleitoral e debates: “o princípio é o da liberdade editorial e é de acordo com a liberdade editorial que os órgãos de comunicação social estabelecerão os debates que, em seu critério, fazem sentido.” Pelos vistos, o que o PS diz não se escreve, porque a atitude do PS tem sido a de recusar ou condicionar os debates propostos pelas televisões.

É no mínimo anómalo que o PS critique o CDS e o seu líder dia sim dia sim, e depois recuse debater democraticamente com ele. No fundo, o PS ataca o CDS mas tem um qualquer receio de debater com o CDS os factos e os argumentos. Em bom português, a posição do PS de recusar debates com o líder do CDS é toca e foge: ataques a solo, sim; confronto direto e cara a cara, nem pensar. De que tem medo o PS?

Há uma deriva de controleiros nesta relação do PS com a comunicação social, e há uma deriva de arrogância na relação do PS com os adversários políticos. A recusa do PS em aceitar os debates propostos pelas televisões é preocupantemente parecida com a vontade do líder do PS de acabar com os debates quinzenais na Assembleia da República. Em ambos os casos é uma visão monocórdica da democracia que está em causa.Fonte da Direcçãotorial das televisões para efeitos de debates, para a posição oposta, que é a de querer interferir na decisão editorial das televisões. Estas propuseram – como á aliás tradicional – um conjunto de frente-a-frentes entre os líderes do PSD, PS, CDS, PCP e BE. Nós aceitamos essa proposta, mas o PS não faz outra coisa senão fugir desses frente-a-frentes que permitem confrontar democraticamente várias opiniões. O respeito do PS pela liberdade editorial não passou a prova dos factos: acham-se donos das televisões e dos debates.

Face a esta birra do PS para fugir aos debates, é oportuno lembrar o que disse o Deputado Jorge Lacão em conferência de imprensa no passado dia 26 de Maio sobre cobertura eleitoral e debates: “o princípio é o da liberdade editorial e é de acordo com a liberdade editorial que os órgãos de comunicação social estabelecerão os debates que, em seu critério, fazem sentido.” Pelos vistos, o que o PS diz não se escreve, porque a atitude do PS tem sido a de recusar ou condicionar os debates propostos pelas televisões.

É no mínimo anómalo que o PS critique o CDS e o seu líder dia sim dia sim, e depois recuse debater democraticamente com ele. No fundo, o PS ataca o CDS mas tem um qualquer receio de debater com o CDS os factos e os argumentos. Em bom português, a posição do PS de recusar debates com o líder do CDS é toca e foge: ataques a solo, sim; confronto direto e cara a cara, nem pensar. De que tem medo o PS?

Há uma deriva de controleiros nesta relação do PS com a comunicação social, e há uma deriva de arrogância na relação do PS com os adversários políticos. A recusa do PS em aceitar os debates propostos pelas televisões é preocupantemente parecida com a vontade do líder do PS de acabar com os debates quinzenais na Assembleia da República. Em ambos os casos é uma visão monocórdica da democracia que está em causa.

Fonte da Direcção

 

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