“Um programa eleitoral não é um leilão de promessas”


10989117_838900156145380_3364722849656770307_n

Paulo Portas – O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS comentou as linhas programáticas da coligação, apresentadas esta quarta-feira pelo seu partido em coligação com o PSD, começando o seu discurso dizendo de imediato que “um programa eleitoral não é um leilão de promessas”.
“Foi por isso que chegámos à conclusão que era importante não fazer promessas, mas dar garantias aos nossos compatriotas. Os programas que são feitos como um leilão, como se se tratasse de vender bacalhau a taco, dizem o que se quer ouvir mas não explicam como tudo se financia e através de quem é paga a factura”, afirmou.
Defendendo que se trata do melhor caminho para Portugal, o líder do CDS explicou que foram feitas escolhas no sentido de dizer “os portugueses aquilo que com realismo, com prudência e com esperança é essencial para os próximos quatro anos. No antigamente, as promessas tinham todas números redondos. Aqui, as garantias são o que são. Aquelas que são necessárias para uma legislatura de esperança”.
Sendo que se trata de um proposta com nove pontos, Paulo Portas fez sempre referência às medidas contrapondo com o que é proposto pelos socialistas. “Garantimos que Portugal não voltará a depender de intervenções externas e não terá défices excessivos. Connosco os portugueses sabem que as contas públicas serão geridas com prudência. O que significa que Portugal não voltará a cair”.
“A recuperação da soberania financeira e institucional é para manter e preservar. Em 40 anos, Portugal viveu sob ajuda externa durante três vezes, sempre em consequência de políticas socialistas erradas. Somos a garantia de que isso não acontecerá mais”.
Sobre o crescimento económico, em que a coligação prevê um aumento em 2 ou 3%, valores que não se baseiam em “projectos faraónicos”. Ma sim um “modelo mais eficiente”. Garantindo todas as políticas que permitem reforçar a criação de emprego. “Consideramos essencial, reduzir o IRC de forma a aumentar o investimento e dar estabilidade à reforma laboral, pois está a produzir efeitos”, e “não aderindo a experimentalismos”.
Em relação à sobretaxa do IRS, o vice-primeiro-ministro quer uma “eliminação progressiva da sobretaxa do IRS e a recuperação gradual dos funcionários públicos”. “A nossa proposta é viável, outras não o são. O método que propomos é o gradualismo”.
“Garantimos um Estado social viável e com qualidade. Disso é exemplo um Serviço Nacional de Saúde que proporcione um médico de família a todos os portugueses. Fizemos um enorme trabalho para evitar uma ruptura nos serviços prestados aos doentes logo no inicio do mandato tal era o legado de má gestão e de irresponsabilidade”.
No fim do seu discurso, Portas afirmou: “Somos uma garantia de confiança estabilidade e recuperação. Quem diria que há quatro anos atrás Portugal terminava o plano com a troika, não pedia mais dinheiro, não exigia um programa cautelar e ficava sem défice excessivo”.
“Para surpresa de alguns e até uma certa irritação. Com o investimento a recuperar, com as exportações a subir, com o desemprego a descer. Temos todas as condições para mobilizar o país, todas as condições para nos reconciliarmos com aqueles que não perceberam algumas das medidas e para abrir o nosso coração e políticas aos independentes que hão-de fazer parte de um processo de esperança”, finalizou. – CDSNotícias

%d bloggers like this: