Ministra Cristas saúda ‘luz verde’ a fundos para agricultura


A ministra da Agricultura e Mar anunciou hoje em Bruxelas que a Comissão Europeia aprovou o programa de desenvolvimento rural de Portugal, o que classificou como uma “extraordinária notícia”, antes do arranque da tradicional “maratona” negocial sobre pescas.

naom_535678bb128c0

“Acabei de receber a notícia, do comissário da Agricultura (Phil Hogan), de que o nosso programa de desenvolvimento rural, os nossos fundos para a agricultura foram aprovados pela Comissão Europeia. A Comissão Europeia vai dar nota pública amanhã (terça-feira), mas hoje já me deu a confirmação de que aprovou o nosso programa de desenvolvimento rural. Isto é, para, nós extraordinariamente importante”, declarou Assunção Cristas, à margem de um Conselho de ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia.

Apontando, “com alguma alegria”, que se trata de um “contraste grande com o programa anterior”, pois agora Portugal foi um dos primeiros (quatro) países a ver o seu programa aprovado, quando antes foi “o último”, a ministra sublinhou que tal significa que os investimentos na agricultura podem assim continuar “sem qualquer interrupção”.

“É uma extraordinária notícia para o nosso país, para os agricultores portugueses, e é a garantia de que os 4 mil milhões de euros que temos para os próximos anos na agricultura podem continuar a ser usados, como aliás já estão a ser usados, no âmbito do regulamento de transição”, afirmou.

Questionada sobre as negociações que têm hoje início para fixar das capturas de peixe em 2015 e repartição de quotas pelos Estados-membros, Assunção Cristas reservou declarações para terça-feira, quando for conhecido o desfecho do Conselho, mas garantiu que Portugal sabe o que quer.

“Fizemos o trabalho de casa”, disse.

Fonte comunitária disse à agência Lusa que as prioridades fixadas por Portugal neste debate referem-se aos totais admissíveis de capturas (TAC) de lagostim, pescada, raias e areeiro, espécies para as quais o executivo de Bruxelas – baseando-se em pareceres científicos – propõe cortes nas águas ibéricas.

As capturas de pescada – que noutros anos foram aumentadas devido aos planos de recuperação da espécie – voltam a ser reduzidas em águas portuguesas e ibéricas, propondo a Comissão Europeia um corte de 15%.

Para os TAC de raias e de lagostim propõe-se um corte de 10% e para os areeiros, que no ano passado viram os TAC ampliados, a redução é de 55,1%.

No Mar do Norte, o acordo da UE com a Noruega prevê mais 5% dos totais admissíveis de bacalhau para 2015, face a este ano.

Anúncios
%d bloggers like this: