Mota Soares lembra herança socialista e anuncia 3,5 milhões para apoio a deficientes


lp_copyO ministro já tinha anunciado pela manhã a aplicação de cerca de 450 milhões de euros dos fundos comunitários “Portugal 2020” na criação de mais condições de assistência aos deficientes

O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social sublinhou hoje “o país à beira do precipício” herdado do PS, numa interpelação parlamentar socialista sobre pobreza, e anunciou investimentos de 3,5 milhões de euros para apoio a deficientes em 2015.

 “Herdámos um país onde a probabilidade de um membro da família ficar no desemprego era assustadoramente crescente”, disse Mota Soares, descrevendo “um país que, em maior de 2011, estava à beira da insolvência”, com juros das suas “obrigações a 10 anos em incomportáveis 10%”, enquanto hoje se cifram “abaixo dos 3%”.

Para o democrata-cristão, “só à beira do tal precípicio a que teimosamente quis chegar, o PS pediu ajuda externa”, “só a dias de uma convulsão financeira, já numa convulsão económica e a muito pouco de uma catástrofe social é que foi solicitado o resgate”.

“Quem hoje nos interpela tem memória curta e esqueceu o que viveu há três anos. O PS esqueceu a encomenda que fez à ‘troika’, esqueceu o memorando, esqueceu o estado em que se encontrava o país, e só parece lembrar-se da receita que nos levou a essa situação. O PS soterrou o passado, esqueceu os factos, compensou com ideias vagas e lugares-comuns”, acusou.

O responsável ministerial já tinha anunciado pela manhã a aplicação de cerca de 450 milhões de euros dos fundos comunitários “Portugal 2020” na criação de mais condições de assistência aos deficientes, durante as comemorações do Dia das Pessoas com Deficiência, organizadas pelo Instituto Nacional de Reabilitação.

“Iremos, ainda em 2014, celebrar a comparticipação de mais 945 vagas na área da deficiência um pouco por todo o país. Um investimento, ainda este ano, de 300 mil euros e de mais 3,5 milhões em 2015”, afirmou, estimando a criação de um total de 3.045 novas vagas para pessoas com necessidades especiais.

Mota Soares defendeu que a tendência económica foi entretanto invertida e “o desemprego, em vez de subir, desce e os rendimentos, em vez de cairem, sobem”, adiantando que “o salário médio é hoje 100 euros/ano mais elevado do que em 2011”.

“Graças a um intenso diálogo com os parceiros sociais, conseguimos introduzir um aumento no salário mínimo que, para cerca de meio milhão de portugueses, representa mais 280 euros anuais”, reforçou.

 

Fonte: i

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