CDS-PP lamenta “viragem à extrema-esquerda” do PS


nuno_melo_psO vice-presidente do CDS-PP, Nuno Melo, acusou este domingo António Costa de ter feito um “congresso cheio de proclamações em vez de ter apresentado propostas para o país”. E declarou que o secretário-geral do PS inviabilizou um compromisso com a direita com vista a um futuro Governo.

Não entendo como é que alguém que foi candidato a primeiro-ministro e que depois foi eleito secretário-geral do PS não tenha apresentado um programa de governo. Não o fez na altura e não o fez neste congresso, atirando esse assunto para um grupo de portugueses”, disse Nuno Melo aos jornalistas, no final da sessão de encerramento do XX Congresso do PS, onde participou em representação do CDS-PP.

Nuno Melo tomou nota da abertura que António Costa manifestou em relação ao Livre, um partido sem representação parlamentar e que ainda não tem votos” e condenou-a, afirmando que “o discurso de António Costa no congresso foi feito de frases proclamatórias e propostas quase nenhumas”.

“O PS vai fazer acordos com o PCP, o Bloco de Esquerda e o Livre e nós continuaremos a governar com moderação. Nós somos a imagem de algum bom senso”, afirmou o vice-presidente do CDS, revelando que trazia alguma expectativa em relação ao discurso do novo líder socialista.

Manifestando a sua preocupação face à “viragem à extrema-esquerda” de António Costa, com quem “quer fazer ruturas e estabelecer consensos”, Nuno Melo recuperou as críticas também deixadas pelo porta-voz do PSD sobre a falta de propostas e omissões ao passado.

“Ouvimos aqui alguém pedir uma maioria absoluta sem que os socialistas se lembrassem que as pessoas que se encontravam na primeira fila eram ex-ministros e ex-secretários de Estado, foram os responsáveis que estiveram no Governo até há três anos”, afirmou, declarando que “quem tirou a troika de Portugal foi este Governo”.

E a concluir disse: ”António Costa foi omisso quanto à dívida pública e equívoco quanto ao défice. Quem lidera um partido tem de ter ideias e este foi um congresso proclamatório para agradar às massas”.

 

Fonte: Público

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