CDS-PP diz que crescimento estável do PIB afasta definitivamente perigo de recessão


CDS-PP diz que crescimento estável do PIB afasta definitivamente perigo de recessão

Cecília Meireles afirmou que «já há vários trimestres nós temos vindo a crescer consecutivamente e com estabilidade». Sobre a TAP, afirmou que a privatização é «reformista»

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O CDS defendeu que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado esta sexta-feira significa que o país está a «crescer consecutivamente e com estabilidade», estando «definitivamente posto de lado» o perigo de recessão.

«Portugal tem, do ponto de vista do crescimento económico, estabilidade. Já há vários trimestres nós temos vindo a crescer consecutivamente e com estabilidade», disse aos jornalistas a vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 0,2% no terceiro trimestre face ao segundo e 1,0% face a igual período do ano passado.

«É muito bom sinal e vem até contrariar algumas aves agoirentas que aos primeiros sinais de crescimento diziam que ele não era sustentável e que iríamos voltar a entrar em recessão. Eu acho que esse perigo está definitivamente posto de lado», afirmou Cecília Meireles.

A deputada centrista considerou «importante realçar que estes dados assentam naquilo que são as três componentes da procura: o investimento, o consumo e as exportações».

«Também está a ser possível que este crescimento se reflita nos dados do desemprego, que está a baixar. Certamente que não está tudo feito, pelo contrário, nós queremos mais crescimento, queremos um ritmo mais acelerado, mas este é o caminho», sustentou.

Cecília Meireles referiu-se também aos dados do Turismo, considerando que a “taxa de crescimento de 10%” registada em setembro dá um «grau razoável de certeza» de que «2014 vai ser ainda melhor do que o melhor ano de sempre», 2013.

Privatização da TAP é «reformista»

O CDS-PP qualificou de «reformista e reformadora» a privatização da TAP, considerando ainda que o modelo encontrado «é prudente» e «permite que o Estado acautele os interesses» da transportadora.

«O CDS saúda o Governo quer pela privatização quer pela sua forma. Esta iniciativa é reformadora e reformista, no sentido em que percebe que não será possível ao Estado financiar a TAP», disse Cecília Meireles.

De acordo com Cecília Meireles, «para a TAP poder crescer, expandir-se, e ser um ativo cada vez mais estratégico, é preciso que entre capital privado».

«Desse ponto de vista, esta privatização é reformadora. Por outro lado, é também prudente porque, ao manter 34% nas mãos do Estado numa primeira fase e ao separar a privatização em duas fases, permite que o Estado acautele os interesses deste ativo estratégico, particularmente estratégico para o turismo, e que avalie aquilo que é a estabilidade do investimento e a política de crescimento da TAP», argumentou.

«Acho que conseguimos encontrar um modelo de privatização que pode ser muito, muito positivo, quer não só para a empresa como para Portugal», sublinhou.

O Governo decidiu na quinta-feira em Conselho de Ministros vender até 66% do grupo TAP, tendo a opção de venda sobre os restantes 34% do capital.

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