Portas para o PS: “Deixaram-nos um país falido”

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O vice-primeiro-ministro encerrou o debate do Orçamento do Estado para 2015 a explicar que apesar de já não haver troika, o orçamento não pode ser anti-troika. Os portugueses vão ter mais rendimentos, e o desemprego está a descer, destacou.

Paulo Portas começou o seu discurso, o último dia da discussão do Orçamento na generalidade, a sublinhar os méritos do documento. O país tem “mais soberania”, “mais dignidade”, “mais credibilidade”. “É o primeiro orçamento em que há expectativa de crescimento económico acima da média da Zona Euro. Não serão certezas, mas avançamos na esperança”, destaca. “É o primeiro orçamento em que há recuperação do poder de compra” e em que existe uma “redução acentuada do desemprego”.

 Mas também é o “primeiro orçamento em que haverá uma significativa redução do IRS para famílias com filhos. Cerca de um milhão de contribuintes poderão sentir o alívio já em 2015”. Por outro lado, “avançamos na recuperação dos rendimentos dos pensionistas”, e as “pensões mínimas, sociais e rurais” vão ser aumentadas apesar de a inflação estar negativa. É ainda “o primeiro orçamento em que os trabalhadores das Administrações Públicas terão uma inversão da trajectória das inversões que tiveram de sofrer. Serão 20% a mais do que tinham a menos”, salientou.

Eisso chega? “Ouvimos ontem a oposição dizer q este orçamento é mais do mesmo. Ninguém no seu são juízo esperaria que o primeiro orçamento depois da troika fosse anti-troika. Não estamos para aventuras”, avisou.

“Mas bem pode a oposição evoluir no seu discurso. O orçamento depois da troika é diferente dos orçamentos da troika. Recomendo o conselho de Jorge Luís Borges: se não conseguem suportar a realidade, mudem de conversa”. Com “prudência mas intensidade, este orçamento devolve mais rendimento a mais pessoas, reduz impostos a mais famílias”.

“O caminho faz-se andando e a situação de Portugal, longe de ser a ideal, está melhor que estava ontem”, resumiu.

 A “assombração” José Sócrates

Paulo Portas dedicou ainda alguns minutos ao PS. Em especial, ao passado dos socialistas. “A frase que marcou este debate” foi “do respeitável Vieira da Silva”, que “garantiu, para incredulidade geral, diria mesmo para pasmo geral, que o PS fez tudo para evitar a intervenção estrangeira”, e que assim “recolocou a questão do passado num ponto de maior interesse”.

“O problema do passado do PS continuará a ser o problema do futuro do PS”, declarou. “Refiro-me à ideia de legado expressa pelo deputado Vieira da Silva”.

Portas deixou depois os deputados da maioria com sorrisos na cara, falando da referência de Ferro Rodrigues a José Sócrates. “Não quero reagir à assombração trazida hoje porque ainda estou em estado de choque pelo deputado Ferro Rodrigues”. Perante as críticas dos socialistas, Portas respondeu: “falei apenas de assombração, escusavam de ficar tão magoados”.

 Portas para Costa: o poder não se herda, merece-se

Portas também dedicou palavras críticas a António Costa, nomeadamente o facto de “ter dito ontem [quinta-feira] que não lhe podem pedir ideias ou propostas porque ainda está em transição”. “Ou bem que o pedido de eleições foi uma distracção, ou bem que se aceitássemos o pedido de eleições o PS só teria propostas vagas”, acusou.

“Bem sei que o novo líder do PS vive em proverbial estado de graça. Esta ideia de pretender que pelo mero facto de ser eleito provoca eleições e o dispensa de dizer ao que vem, q propostas faz e como resolve” não resulta, diz. “O poder não se herda, merece-se”. Até porque “não se conhece” o que o PS defende em quase nenhuma área. E isso é “incerto e um pouquinho abstracto”.

O vice-primeiro-ministro dedicou ainda algumas palavras à queda da taxa de desemprego para 13,6%. “Entre o início de 2013 e este Outono de 2014, diz o Eurostat, há 298 mil pessoas, portugueses, cidadãos de carne e osso, que deixaram o desemprego. Não chega mas o caminho faz-se andando”.

 

Fonte: Jornal de Negócios

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 http://vimeo.com/110575724

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