Segurança Social deu o maior contributo para cortar o défice


lpSegurança Social deu o maior contributo para cortar o défice

 UTAO avalia as contas do primeiro semestre deste ano e revela que a principal ajuda para o desequilíbrio das contas públicas veio da recuperação do mercado de trabalho.

“A segurança social foi o subsector que mais contribuiu para a redução do défice das administrações públicas face ao semestre homólogo, em termos ajustados”, lê-se na nota sobre as contas nacionais entre Janeiro e Junho, enviada hoje pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) aos deputados e a que o Diário Económico teve acesso.

Os peritos em contas públicas explicam que corrigindo os efeitos extraordinários, o excedente da Segurança Social aumentou 0,5 pontos percentuais do PIB, o equivalente a 402 milhões de euros. “Para esta melhoria contribuiu o acréscimo da receita de contribuições sociais e a simultânea redução da despesa com prestações sociais”, frisa o documento.

Por outras palavras, este é o efeito da recuperação do mercado de trabalho, visível na retoma da criação de emprego e na redução do número de desempregados. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego recuou para 13,9% no segundo trimestre deste ano.

O subsector da administração central deu um contributo de 164 milhões de euros para a redução do défice orçamental e a administração regional e local prejudicou ligeiramente as contas – o seu excedente encolheu 38 milhões de euros.

Segundo o INE, o défice ficou em 6,5% do PIB na primeira metade do ano, mas corrigido de efeitos extraordinários desce para 5%. A meta combinada com as instituições internacionais é de 4% para este ano.

 

Fonte: Económico

 

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