Segurança Social deu o maior contributo para cortar o défice

lpSegurança Social deu o maior contributo para cortar o défice

 UTAO avalia as contas do primeiro semestre deste ano e revela que a principal ajuda para o desequilíbrio das contas públicas veio da recuperação do mercado de trabalho.

“A segurança social foi o subsector que mais contribuiu para a redução do défice das administrações públicas face ao semestre homólogo, em termos ajustados”, lê-se na nota sobre as contas nacionais entre Janeiro e Junho, enviada hoje pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) aos deputados e a que o Diário Económico teve acesso.

Os peritos em contas públicas explicam que corrigindo os efeitos extraordinários, o excedente da Segurança Social aumentou 0,5 pontos percentuais do PIB, o equivalente a 402 milhões de euros. “Para esta melhoria contribuiu o acréscimo da receita de contribuições sociais e a simultânea redução da despesa com prestações sociais”, frisa o documento.

Por outras palavras, este é o efeito da recuperação do mercado de trabalho, visível na retoma da criação de emprego e na redução do número de desempregados. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego recuou para 13,9% no segundo trimestre deste ano.

O subsector da administração central deu um contributo de 164 milhões de euros para a redução do défice orçamental e a administração regional e local prejudicou ligeiramente as contas – o seu excedente encolheu 38 milhões de euros.

Segundo o INE, o défice ficou em 6,5% do PIB na primeira metade do ano, mas corrigido de efeitos extraordinários desce para 5%. A meta combinada com as instituições internacionais é de 4% para este ano.

 

Fonte: Económico

 

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Crescimento da produção industrial lusa no topo da Europa

Crescimento da produção industrial lusa no topo da Europa

Dados do Eurostat mostram que pelo segundo mês consecutivo Portugal aumentou o índice.

Por: Redação / Diana Catarino    |

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Pelo segundo mês consecutivo Portugal registou um aumento da produção industrial, que em agosto se materializou numa subida de 3,1%.

Os dados publicados esta terça-feira pelo Eurostat mostram que é o segundo maior aumento registado na Europa a 28, só superado pela Dinamarca, cujo crescimento foi de 6,9%.

Em relação ao mês homólogo, Portugal registou um crescimento de 3,9%, ficando em quarto lugar na tabela europeia.

Na zona euro, e comparando com o mês de julho, a produção industrial caiu 1,8%. Comparando com o período homólogo, há um decréscimo de 1,9%.

Em toda a União Europeia, a queda mensal de produção industrial foi de 1,4%.O decréscimo relativamente ao mês homólogo foi de 0,8%.

Segundo o gabinete de estatísticas europeu, e analisando por Estado-membro, os países que registaram maior quedas no índice foram Malta, com uma descida de 7%, Grécia, com um decréscimo de 6% e Lituânia, com uma quebra de 4,9% e a Croácia, com uma descida de 4,7%.

Nas subidas, e para além de Portugal, a Irlanda subiu 18,3%, o Luxemburgo registou um crescimento de 5,6% e a Eslovénia de 3,9%.

Fonte – http://www.tvi24.iol.pt/economia/eurostat/crescimento-da-producao-industrial-lusa-no-topo-da-europa

Foto (REUTERS)

 

É PRECISO O REJUVENESCIMENTO DAS EMPRESAS PARA AUMENTAR O INVESTIMENTO NO INTERIOR DO PAÍS

É PRECISO O REJUVENESCIMENTO DAS EMPRESAS PARA AUMENTAR O INVESTIMENTO NO INTERIOR DO PAÍS

20141010«É um orgulho para Portugal que o prémio europeu de inovação empresarial seja dado a uma empresa portuguesa, e é um orgulho para os portugueses, que este prémio seja recebido aqui, no interior», afirmou o Vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas, em Vila Velha de Ródão, durante a visita à empresa de papel tissue AMS-BR Star Paper, galardoada na categoria de apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos e à eficiência dos recursos.

Lembrando que «temos um país que é profundamente desigual em matéria de investimento», o Vice-Primeiro-Ministro acrescentou que «só se combate o inverno demográfico da Europa e de Portugal com rejuvenescimento empresarial».

Paulo Portas referiu ainda que «a discriminação positiva do interior foi acolhida no novo Código Fiscal de apoio ao Investimento, que majorou e melhorou o desconto fiscal que uma empresa recebe por investir agora nesta zona». «Tenho também procurado que os contratos que representam a atração de investimento nacional ou estrangeiro não sejam apenas distribuídos pelo litoral, e que não reforcem a litoralização do País».

«Pelo contrário, espero que possam ser justamente distribuídos pelo território, desde que os municípios também compreendam que a competitividade entre as suas ofertas faz parte de uma política de atração de investimento. Há os que o fazem, como é o caso de Vila Velha de Ródão», concluiu.

http://www.portugal.gov.pt

Pires de Lima – PT é um “exemplo de destruição” da autoria de “gurus da gestão”

naom_53da6509071c1Em declarações ao Expresso, o ministro da Economia, Pires de Lima, não poupa criticas a Zeinal Bava, ex-líder da Portugal Telecom, a quem acusa de ser um “guru da gestão” que sempre agiu por interesses privados, sendo o culpado pela situação da empresa.

António Pires de Lima sempre foi critico quando à gestão da Portugal Telecom e agora que Zeinal Bava tornou pública a sua demissão da Oi, o ministro da Economia é ainda mais severo na sua opinião quanto ao que se está a passar naquela que foi a mais importante empresa de telecomunicações nacional.

“A evolução da PT é o exemplo acabado e chocante de destruição de valor numa grande empresa nacional, que perdeu mais de 85% daquilo que era, como consequência da gestão de ter sido capturada por interesses próprios e interesses particulares de um acionista e ter sido extraordinariamente submissa a interferências políticas completamente irracionais do ponto de vista económico”, afirma Pires de Lima em declarações ao Expresso.

Sem nunca fazer referência a nomes, é percetível que o ministro da Economia se refere a Zeinal Bava, antigo líder da empresa, a quem acusa de agir de acordo com uma “agenda própria” e de sempre se ter preocupado mais em tornar-se “especialista na compra de prémios internacionais” ao invés de apresentar resultados anuais.

“Geram-se com grande facilidade em Portugal gurus da gestão que, realmente, de gerir e de criar valor em empresas nunca deram provas”, acusa, referindo-se a Bava que foi eleito, por diversas vezes, como o melhor CEO europeu do sector de telecomunicações.

Considerando normal que uma empresa “se tenha desagradado, com a mesma equipa de gestão, durante tantos anos”, para o governante “o mal está feito” e dificilmente a PT voltará a ser “o que foi” e será “improvável” que surja uma solução para a empresa ficar em mãos portuguesas.

http://www.noticiasaominuto.com/economia