Sector Social e a Estratégia Europa 2020 – UDIPSS Lisboa


“O IRS DEVE FICAR MAIS SIMPLES, DEVE VALORIZAR MAIS O TRABALHO E PRIVILEGIAR MAIS A FAMÍLIA E A DIMENSÃO FAMILIAR”

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Pedro Mota Soares – O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social afirmou hoje que a reforma do IRS vai valorizar mais o trabalho e privilegiar a família, contribuindo para atenuar o actual défice demográfico.
“A breve trecho teremos uma reforma do IRS” que visa três aspectos: “O IRS deve ficar mais simples, deve valorizar mais o trabalho e privilegiar mais a família e a dimensão familiar”, disse o ministro da Solidariedade Emprego e Segurança Social, no seminário “Sector Social e a Estratégia Europa 2020”, que está a decorrer em Lisboa.
O ministro sublinhou que “é importante dar esse contributo” do sistema fiscal no “mais breve prazo”, para favorecer “a inversão do actual défice demográfico, do actual inverno demográfico”, que Portugal está a viver.
Nesse sentido, defendeu, o sistema fiscal deve ser “sensível também à dimensão familiar em Portugal”, criando “mecanismos mais amigos do trabalho e da família”.
A Comissão de Reforma do IRS sugeriu, numa proposta entregue ao Governo, que os pais (ascendentes) sem recursos que vivem com os filhos (contribuintes) passem a contar para o cálculo do rendimento colectável, diminuindo a tributação das famílias nestas situações.
Outra das propostas é que o cálculo do rendimento colectável para efeitos de IRS passe a considerar o número de filhos, o quociente familiar, atribuindo uma ponderação de 0,3% por cada filho.
No seminário, o ministro observou ainda que a demografia “é um dos maiores desafios à escala europeia”.
Para Mota Soares, “o crescimento económico e os níveis de emprego mais expressivos são essenciais e decisivos para a promoção da natalidade em Portugal”.
Também presente no seminário, promovido pela União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), Lino Maia, defendeu que, para promover a natalidade, é preciso olhar para o território.
“O que acontece neste momento em Portugal é que temos um interior excessivamente deprimido, excessivamente desertificado e, se queremos apostar na natalidade e nas condições de vida, temos de olhar para o território”, sublinhou o padre Lino Maia.
Para combater a pobreza e a desertificação do território, “é preciso haver vontade”, sustentou o presidente da CNIS.
“O problema não é o envelhecimento, nem é talvez a natalidade, o problema é pôr a economia a funcionar para que haja mais natalidade e mais condições de vida para as pessoas viverem”, frisou Lino Maia. – CDSNotícias/Lusa

1896863_706287932783723_2187575614299232616_nA concelhia de Vila Franca de Xira esteve presente neste seminário ,que abordou diversos e importantes temas preparando os tempos que se aproximam.

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