Pires de Lima: “Gerir uma empresa Privada exige responsabilidade social”


ng3559987  O ministro da Economia afirmou hoje que “ser dono de uma empresa privada não é um mero ato de interesse individual”, mas tem um “impacto público” que exige “responsabilidade social” na gestão.

Segundo António Pires de Lima, “às vezes há a presunção de que ninguém se deve meter com a gestão das empresas privadas, porque, no final, os gestores das empresas privadas fazem aquilo que defende os seus interesses”, mas o governante entende “que há uma dimensão de responsabilidade social e, portanto, de responsabilidade pública na gestão de uma empresa privada, há um impacto público daquilo que fazemos quando somos donos, proprietários, gestores, colaboradores ou trabalhadores de uma empresa privada”.

O responsável pela pasta da Economia falava durante a cerimónia de celebração dos 50 anos da cervejeira Unicer, que marcou também a inauguração dos seus novos edifício-sede e centro de produção, em Leça do Balio, Matosinhos, num investimento total de 100 milhões de euros.

Apontando a Unicer como “um emblema do Norte e uma empresa de referência em Portugal”, Pires de Lima – que, entre 2006 e 2013, presidiu à comissão executiva da cervejeira, de onde saiu para integrar o Governo – diz sempre ter ali notado “esse sentido de responsabilidade social” que defende no setor empresarial privado.

Salientando que “Portugal precisa do sucesso da Unicer”, o ministro relembrou que a decisão de avançar com um investimento de 100 milhões de euros – por si tomada em 2011 em articulação com os acionistas Solverde, Arsopi, BPI e Carlsberg – aconteceu “numa altura especial”, em que Portugal teve que recorrer a ajuda financeira externa.

“Sejamos sinceros: talvez muitos fatores recomendassem que um investimento desta natureza, um investimento de longo prazo de 100 milhões de euros, justificado por razões de competitividade de longo prazo, fosse adiado e se fizesse numa outra altura. Mas a verdade é que os acionistas da Unicer disseram que sim”, recordou.

Para Pires de Lima, tratou-se de uma “decisão visionária”, porque “de muito longo prazo e num setor muito concorrencial, em que as ameaças da concorrência estão sempre presentes”.

Publicamente anunciado em 2012, lembrou o ministro, este investimento dotou a Unicer do centro de produção e logístico “mais competitivo de todo o universo da Carlsberg”, tornando-a “numa empresa à prova de bala da sua concorrência em termos de Europa e de Portugal no que diz respeito à qualidade e à competitividade”.

“Agora a Unicer está mais preparada para poder continuar a crescer, não só no mercado doméstico, mas, sobretudo, fora de Portugal, com um ganho de dimensão extraordinário que lhe dá a presença em muitos outros mercados, nomeadamente em Angola”, salientou, apontando a empresa como um “bom exemplo” que “alimenta a confiança” e a “recuperação económica” do País.

O edifício-sede e o centro de produção da Unicer hoje inaugurados integram um complexo industrial descrito como “um dos melhores da Europa”, que inclui ainda um novo armazém logístico, totalmente automatizado e atualmente em fase final de construção, num investimento global superior a 100 milhões de euros.

 

 

 
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