Comemorações dos 40 anos do CDS-PP pretendem lançar partido para o futuro


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As comemorações dos 40 anos do CDS-PP arrancaram dia 10 de julho, com um jantar em Lisboa, seguindo-se um jantar no Porto na sexta-feira. As iniciativas que visam assinalar quatro décadas do partido prolongam-se por seis meses, e incluirão edições de livros, um filme e evocações dos “momentos marcantes”, como o voto contra a Constituição e o cerco ao Palácio de Cristal.

Segundo Diogo Feio, coordenador das comemorações do 40.º aniversário, presididas por Nogueira de Brito, o programa pretende chamar pelo melhor do partido, sendo “com muita satisfação” que “vamos fazer um livro com textos escritos por todos os ex-presidentes do CDS-PP e pelo seu presidente, Paulo Portas, em que cada um vai escrever um texto sobre aquilo que era o seu projeto para o partido e com isso demonstrar que o partido passou por várias fases”.

António Gomes de Pinho, antigo líder parlamentar centrista e secretário de Estado da Cultura no Governo da Aliança Democrática, irá escrever sobre a ideia de Francisco Lucas Pires para o CDS-PP, o único ex-líder já falecido, num grupo em que se incluem Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral, Manuel Monteiro e José Ribeiro e Castro.

As comemorações são “totalmente livres”, frisou Diogo Feio. “Vamos ver a história do CDS-PP como um todo em que todos tiveram o seu papel”.

O CDS-PP foi fundado em 19 de julho de 1974 por Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Vítor Sá Machado, Valentim Xavier Pintado, João Morais Leitão e João Porto.

Ainda no âmbito das comemorações, está prevista a edição de uma coletânea dos “principais discursos e projetos legislativos, numa vertente de marcação daquilo que é o ADN do CDS-PP”.

Diogo Feio revelou que estas pretendem ser umas “comemorações viradas para a juventude”, incluindo, por isso, “um conjunto de conferências com âmbito de formação e informação da história do partido, o papel da democracia cristã, o papel estratégico do CDS-PP na política portuguesa e a relação do CDS-PP com a Constituição”, onde participarão pessoas de fora do partido.

“São comemorações do CDS-PP como um todo, em que todos estarão presentes, e também para lançar o partido para o futuro”.

Um filme documental com testemunhos de 40 militantes centristas, “pessoas diferentes, com histórias profissionais distintas, e maior ou menor ligação à política”, a realização de uma exposição, ainda em local a definir, mas que deverá ser itinerante e passar pelo Porto, é outra das iniciativas previstas, estanto a ser pedido aos militantes que enviem fotografias e material de propaganda do partido que tenham guardado ao longo destas décadas.

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As comemorações devem também “marcar um crescimento do partido”, afirmou ainda Diogo Feio, assumindo o objetivo de o CDS-PP passar dos atuais cerca de 36 mil para 40 mil militantes.

Entre os momentos marcantes do partido que irão ser recordados em sessões evocativas, contam-se o voto contra a Constituição de 1976, o cerco por militantes da extrema-esquerda ao congresso realizado no Palácio de Cristal durante o Período Revolucionário em Curso (PREC), e os distúrbios junto do comício da Juventude Centrista, no teatro São Luiz, em Lisboa.

 

 

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