O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, encerra o Debate sobre o Estado da Nação


naom_53199f523d570
Paulo Portas encerra Debate sobre o Estado da Nação

Paulo Portas, afirmou hoje esperar que as mudanças que o Governo pretende fazer nos salários e nas pensões “não gerem controvérsia”, defendendo que constituem “o razoável” e que “fazem bem a muita gente”.

Paulo Portas – Vice-primeiro-ministro, assumiu esta posição no encerramento do debate sobre o estado da Nação, na Assembleia da República, num discurso em que defendeu que Portugal melhorou em relação ao ano passado, destacando a conclusão do programa de resgate, e pediu à oposição que não negue os factos.
“Reconheçamos o óbvio: melhorámos enquanto economia, mas precisamos de melhorar mais se sonhamos com um Portugal que seja visto, vivido e sentido como uma sociedade de oportunidades”, considerou.
Em seguida, o vice-primeiro-ministro referiu que o Governo pretende “melhorar o salário mínimo nacional numa negociação equilibrada que não deixe de atender também às questões da produtividade”, quer alterar a contribuição sobre as pensões de forma a “recuperar substancialmente o rendimento dos pensionistas” e fazer “um caminho gradual” de reposição dos cortes nos salários do sector público.
De acordo com Paulo Portas, aplica-se a estas mudanças o dito popular de que “mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”.
“É razoável, e o razoável, depois de tanta excepção, é verdadeiramente um ganho. Temos esperança que estas medidas não gerem controvérsia. Fazem bem a muita gente”, acrescentou.

O também presidente do CDS-PP terminou o seu discurso citando a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, cujos restos mortais vão hoje ser trasladados para o Panteão Nacional: “Quando a pátria que temos não a temos. Assim, desta forma ampla, exacta e, sobretudo, bonita se referiu Sophia, noutras circunstâncias, ao valor que no fim do dia nos unirá a todos”.
“Portugal, essa história inesperada e esse projecto inacabado só pode ser cumprido em liberdade se nenhum de nós renunciar à ideia de justiça. Creio sinceramente que não há tempo a perder”, concluiu Paulo Portas.

No seu balanço da evolução do país no último ano, o vice-primeiro-ministro sustentou que Portugal é “mais livre”, que, “economicamente, melhorou” e que, “socialmente, os portugueses podem ter mais esperança”, depois de um tempo “excepcional” que “teve um lastro de sofrimento e de restrição que não se apagou das memórias”. Utilizou expressões como “protectorado” e “co-governo com o sindicato dos credores” para descrever os últimos três anos de resgate, e assinalou que este foi “o primeiro debate do estado da Nação nesta legislatura sem a ‘troika'”.
Agora, alegou, “há mais razões para ter um módico de esperança”, mas “uma esperança que, a um tempo, prova que os cortes não eram permanentes e, a outro tempo, preservam a estabilidade orçamental”.
Paulo Portas disse que “Portugal não está dispensado de garantir as condições para reduzir a sua dívida” e contestou a “vertigem de que seria possível voltar a 2010 e logo de uma assentada só” e a proposta de uma “reestruturação ou renegociação da dívida”, argumentando que essa “política unilateral” teria um “efeito devastador sobre os rendimentos dos portugueses”.

pode ver em vídeo

http://vimeo.com/99754990

%d bloggers like this: