Paulo Portas – Investimento com regime fiscal totalizou 1.607 milhões


O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas afirmou hoje que ao abrigo do regime fiscal de apoio ao investimento foram investidos 1.607 milhões de euros em Portugal nos últimos três anos.naom_53a08e0ce2183

Paulo Portas falava na apresentação de sete projetos de investimento em Portugal, no valor global de 391,2 milhões de euros, que decorreu hoje em Lisboa.

Na sua intervenção, o vice-primeiro-ministro disse que “ao abrigo do regime fiscal de apoio ao investimento foram investidos na economia aportuguesa, nos últimos três anos, 1.607 milhões de euros, foram protegidos mais de 10.000 postos de trabalho e foram criados diretamente 2.353 empregos”.

Segundo o governante, Portugal precisa “de crescimento” e “de investimento”, destacando o papel do IAPMEI e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) junto das empresas.

Sublinhou que “os processos negociais têm de ser decididos, com tempo, em tempo e a tempo de serem úteis à sociedade”.

Para Paulo Portas, “o crescimento é a condição para criar”.

Por isso, “é um sinal, que eu considero positivo, que o Governo tenha aprovado e divulgue hoje o maior conjunto de contratos de investimento dos últimos três anos, são 391,2 milhões de euros investidos na economia, permitem a criação de 406 novos postos de trabalho e a manutenção de 1.378 empregos, representam uma forte aposta no interior de Portugal e na inovação das empresas”, disse.

“Até agora, o máximo que tínhamos atingido [em termos de projetos de investimento] era 264 milhões de euros”, salientou o vice-primeiro-ministro.

Estes sete projetos de investimento, avaliados em quase 400 milhões de euros, representam “um sinal de recuperação e de um sinal da recuperação”, disse.

Portas apontou que a geografia dos investimentos “é mais equilibrada”, à exceção de Sines, que classificou como “um fortíssimo polo industrial no litoral, e que estes projetos “vão criar riqueza e postos de trabalho” em seis distritos diferentes e em oito concelhos “do interior ou com interioridade”.

“Ao terminar o regime relativo a este quadro comunitário de apoio com estes contratos em concreto, gostaria de sublinhar que o conselho interministerial de coordenação dos incentivos ao investimento estava praticamente paralisado, tomamos a decisão óbvia de pr as coisas a funcionar, dar o máximo de resposta ao máximo de investimentos”, acrescentou.

No último trimestre do ano passado, disse Portas, “o investimento cresceu 9,7%” e nos primeiros três meses do ano o aumento foi de 12,2%.

“São sinais positivos da recuperação e de recuperação”, concluiu.

Em declarações aos jornalistas, à margem do evento, o presidente da Almina, Humberto Costa Leite, disse que o investimento permite a “manutenção e continuação da exploração da empresa”.

O investimento da empresa, no valor de 44,9 milhões de euros, vai reforçar os postos de trabalho, disse.

A Almina prevê criar 20 postos de trabalho para um total de 357 em Aljustrel.

Humberto Costa Leite lembrou que os postos de trabalho da Almina não serão apenas 357, uma vez que há “outras empresas que trabalham em regime de subcontratação”, que totalizam 850 postos.

Já o administrador da Luso Finsa, cujo contrato de investimento é de 37,6 milhões de euros, disse que Portugal disputou este projeto com Espanha e França.

No entanto, explicou Francisco Augusto Marcos, “a agilidade como foram tratadas” as coisas em Portugal, além dos incentivos fiscais, acabou por trazer o investimento da empresa espanhola para Portugal (em Nelas).

A Luso Finsa prevê manter 341 postos de trabalho e criar mais 35, para um total de 376 empregos.

Em Sines, o contrato de investimento é com a Atlantikfuror, que prevê investir 226,4 milhões de euros e criar 150 empregos.

Em Samora Correia, a Brieftime prevê investir 4,1 milhões de euros e criar 30 empregos e a Sonae Indústria estima um investimento total de 6,8 milhões de euros em Oliveira do Hospital, criando mais dois empregos, para um total de 583 naquela região.

Na zona de Idanha/Tomar, está o projeto da Aaditya, cujo investimento é de 31,8 milhões de euros, criando 98 empregos e mantendo um.

Em Vila Velha do Ródão a AMS-Br Star Paper prevê investir 39,2 milhões de euros, criando 71 empregos e mantendo 118 (total de 189).

No total, estes sete projetos preveem a manutenção de 1.378 empregos, a criação de 406, num total de 1.784.

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