Paulo Portas: “Dever cumprido”


Paulo Portas: “Dever cumprido”

Quinta, 08 Maio 2014 15:05

img_642x4162014_05_08_12_25_20_222547No dia em que se vai apresentar a versão final da reforma do Estado, Paulo Portas afirmou que era impossível o país ter conseguido resultados melhores do que os atuais. No seu discurso, olhou para 2011 para dizer que é “dever de lucidez e sensibilidade social” não cometer os mesmos erros.

Paulo Portas reclamou “dever cumprido” por parte do executivo. O vice-primeiro-ministro considerou que com a conclusão do programa de resgate a Portugal termina uma “circunstância humilhante” para a nação portuguesa e uma fase de cortes dá lugar à recuperação de rendimentos.

Para o vice-primeiro-ministro, Portugal não poderia ter obtidos melhores resultados ao fim de três anos de resgate. Essa foi uma mensagem deixada por Paulo Portas na sua intervenção desta quinta-feira, o último a falar após o conselho de ministros alargado a secretários de Estado que fez o balanço do resgate, que se realizou no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

“Portugal conseguiu o melhor resultado possível”, afirmou o vice-primeiro-ministro, dizendo que, agora, é possível viver em Portugal como se vive noutros países da União Europeia.

Caso contrário, continuou Portas, “se Portugal tivesse falhado, possivelmente teríamos tido não apenas um segundo resgate como teríamos arriscado a presença no euro”. O melhor “resultado possível” é alcançado apesar de o desemprego permanecer num nível “preocupantemente alto” (15,2%), como admitiu a ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque.

O otimismo de Portas acontece depois de um “caminho de pedras”. E é por se ter feito esse percurso que é necessário “ter bem presente o que aconteceu em 2011”, ano em que Portugal solicitou a ajuda externa. “Nenhuma sociedade passa por um resgate desta magnitude sem tirar lições do que aconteceu”.

Olhar para os factos que levaram ao pedido de ajuda externa internacional – “se Portugal tivesse tido responsabilidade orçamental e evitado o precipício financeiro” – é uma forma de “nunca mais os repetir”. Isso é um “dever de lucidez e sensibilidade social”, acrescentou Paulo Portas na sua intervenção em que anunciou que a reforma do Estado vai, finalmente, ter uma orientação final, a apresentar esta quinta-feira.

Sobre os três anos de resgate, o Governo publicou um livro sobre os 1.000 dias e as 450 medidas cumpridas, remetendo para 17 de maio, o dia marcado para a saída formal da troika, a apresentação de uma estratégia a médio prazo.

 

Fonte: Jornal de Negócios

Pode ver a intervenção do Vice-Primeiro Ministro e Presidente do CDS, Paulo Portas,  no seguinte linkhttps://vimeo.com/94520078 .

 

 

 

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