Paulo Portas defende economia social de mercado na Europa e alerta para o inverno demográfico.


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Paulo Portas considera que a economia social de mercado e o modelo social europeu são traços distintivos da Europa, que têm de ser reformados para poderem ser preservados.

Falando na abertura do segundo dia de trabalhos do Congresso do Partido Popular Europeu, em Dublin, o líder do CDS apelou à atenção sobre este tema, porque – disse – “a crise de 2008 nasceu dos excessos das instituições financeiras e os cidadãos pensam, não sem razão, que a responsabilidade da crise é do sector bancário e que estão a pagar por essa responsabilidade”.

 Numa intervenção num painel dedicado ao “Relançamento da Economia Social de Mercado”, Paulo Portas disse que 2014 será o ano do crescimento e que a “revalorização da ideia de empresa” é essencial.

 “A responsabilidade social, a partilha e o interesse social entre  o capital e o trabalho é mais eficaz que a luta de classes”, sublinhou.

União bancária é “fundamental”

Tal como ontem já afirmara Maria Luís Albuquerque, também o vice-primeiro-ministro defende a concretização da união bancária como fundamental, porque “a coordenação económica tem como contrapartida a solidariedade”. Para Portas, as empresas estão hoje a ser julgadas nos mercados pela sua nacionalidade e não em função do seu desempenho, pelo que só a união bancária poderá trazer mais igualdade.

 Qualificando-se como um adepto dos acordos e da concertação social, o dirigente centrista apelou ainda “a menos ideologia e mais pragmatismo” na política comercial, tendo como base regras aceitáveis do ponto de vista dos direitos humanos e e dignidade do trabalho.

 Paulo Portas trouxe ainda ao debate a questão do “inverno demográfico”, como lhe chamou. “Todas as políticas sociais estarão a termo em crise, pelo que questões como a família, a conciliação do trabalho e da  família e da fiscalidade neste âmbito são tão importantes como as  do crescimento”, disse.

 E acrescentou: “Temos de ter políticas de família, natalidade e crescimento demográfico se quisermos ter medidas de política social sustentáveis”.

 

 

 

 

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