Discurso – Portas brindou ao “porta-aviões da recuperação económica


O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, quis hoje enaltecer o contributo do setor agroalimentar nas exportações, “o porta-aviões da recuperação económica”, e brindou, literal e repetidamente, às exportações portuguesas no salão internacional do setor alimentar e bebidas.

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“As exportações estão a ser o porta-aviões da recuperação económica no nosso país”, declarou aos jornalistas no final de uma visita ao SISAB, o salão internacional do setor alimentar e bebidas, que decorre em Lisboa.

Questionado sobre os apelos do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a um entendimento com a oposição, nomeadamente com o PS, Portas disse estar “de tal maneira focado na agricultura e no agroalimentar”, que não se quis pronunciar sobre outros assuntos.

“Só, só agricultura”, rematou.

Antes, o vice-primeiro-ministro percorreu, durante cerca de uma hora e meia, o salão internacional de bebidas, provando os seus produtos, e o ritmo acelerado da visita não impediu brindes sucessivos e degustação de petiscos e, mais raramente, doces.

Vinhos, enchidos e petiscos feitos com bacalhau foram os produtos que mais provou, assinalando sempre, em cada paragem, em cada ‘stand’, o contributo em milhões de euros anuais que deram para as exportações portuguesas.

No final, resumiu: “carne de suíno: 250 milhões por ano, só frutas, mais de 300 milhões de euros, azeite mais de 350 milhões de euros, vinho 725 milhões de euros, produtos derivados do mar 805 milhões de euros por ano”.

O objetivo era “assinalar o contributo que o setor agroalimentar mais o setor florestal dão para as exportações”, que, disse, são “20% ou até mais do total das exportações portuguesas”.

“O setor exportador nacional não seria o mesmo sem o setor alimentar, agroindustrial e florestal”, insistiu, sublinhando que “o talento, a criatividade e a coragem dos empresários neste setor são ainda maiores do que nos exportadores em geral”, tendo as exportações subido em 2013 4,6% e as daquele setor mais de 7%.

O “mérito” é das empresas, afirmou, reclamando para o Governo ter feito “a sua parte”, ao lutar contra “barreiras protecionistas”, fiscais ou outras, à entrada dos produtos portugueses, recordando que 112 novas certificações para produtos, marcas e empresas portuguesas foram conseguidos em 50 países, realçando, neste âmbito, a “importância que tem saber vender para países não tradicionais”.

http://www.noticiasaominuto.com

 

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