O TURISMO EM 2013 – O melhor ano de sempre

Como pode confirmar, o ano passado foi o melhor ano turístico de  sempre como tem sido afirmado pelo nosso Presidente e Vice-Primeiro Ministro,   Dr.Paulo Portas e pelo Secretário de Estado do Turismo, Dr. Adolfo Mesquita Nunes.

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 O Turismo em  2013 – O melhor ano de sempre

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 Resultados

Dormidas na Hotelaria: ultrapassámos pela primeira vez os 40 milhões de dormidas, atingindo 41,73 milhões em 2013, com um crescimento de 5,2% face a 2012. Foi um resultado 5% acima do histórico ano de 2007, em que tivemos 39,74 milhões de dormidas.

  Hóspedes na Hotelaria: com 14,43 milhões, alcançámos o melhor resultado de sempre, superando os 14 milhões de 2011, crescendo 4,2% relativamente a 2012.

  Proveitos de Alojamento: com 1,37 mil Milhões de Euros, superámos o ano de 2008 que é em que tínhamos tido proveitos de 1,32 mil milhões euros. Crescemos 6,4% relativamente a 2012, um índice de crescimento superior ao das dormidas e ao do número de hóspedes, o que indica um aumento da rendibilidade das empresas.

  Nas receitas turísticas, basta-nos ter, em Dezembro, 5% das receitas que tivemos em Novembro para termos também o melhor ano de sempre, sendo por isso impossível não bater esse recorde. Até Novembro tivemos receitas turísticas de 8,58 mil milhões de euros, a crescerem 7,2% face a 2012.

* O saldo da balança turística era de 5,7 mil milhões de euros em Novembro, a crescer 7,8%, e igualando em 11 meses os 12 meses de 2012, o melhor ano de que há registo.

  As dormidas na hotelaria crescem em todas as regiões do país, exceto no Centro e Alentejo, com situações de estagnação (-0,1% e 0,2%).

  Destaque para a Madeira (+8,5%), Norte (+8,1%) e Lisboa (+6,6%). O Algarve a crescer 3,5%, o que é bom para um destino maduro desta dimensão (35,5% do total nacional). Os Açores cresceram uns surpreendentes 10,4%.

  Tomando o indicador das Dormidas na Hotelaria, a procura externa foi a principal impulsionadora do bom ano de 2013, com destaque para a França (14,5%), Reino Unido (8,6%) e Alemanha (6,7%).

  A destacar ainda o comportamento dos EUA (16,4%) e do Brasil (7,4%).

  Este ano pautou-se pela diversificação da procura, com boa reatividade de alguns mercados emergentes, como a China, a Rússia, os Emiratos Árabes Unidos e outros.

 Comentários

  Nunca tantos turistas ficaram tantas noites e deixaram tanto dinheiro em Portugal como em 2013.

  Em nenhum ano anterior foram batidos tantos recordes (dormidas, hóspedes, proveitos do alojamento, receitas, saldo da balança) simultaneamente.

  A Espanha e o mercado interno, que em conjunto têm um peso de cerca de 40% das dormidas na hotelaria em Portugal, tiveram comportamento positivo, com retoma do crescimento nos últimos meses do ano, após três anos de quebra.

  No global do ano de 2013, o mercado espanhol e o mercado interno e apresentaram uma relativa estabilização das dormidas, com +0,7% e -0,9% respectivamente mas, nos últimos meses do ano, registou-se uma inversão muito acentuada das tendências negativas nestes dois mercados (Portugal: +6,1% de dormidas em Dezembro e Espanha: +18,5% em dezembro e +11,7% em novembro), o que deixa antever um ano de 2014 também ele positivo e está em linha com a inversão de ciclo que se tem vindo a observar em toda a economia.

  Apesar de os proveitos da hotelaria terem atingido um valor recorde, os rendimentos por quarto disponível precisam de subir mais, apesar da subida expressiva deste ano. Mas a única forma de isso suceder é precisamente com a manutenção deste ritmo de crescimento e aumentado ainda mais a competitividade do nosso destino (de acordo com o World Economic Forum somos o 20.º país do mundo mais competitivo em matéria de turismo). Não vamos fazê-lo tabelando preços ou criando quotas.

  Os dados de 2013 confirmam o turismo como o maior sector exportador português, a uma larga distância do segundo. Confirmam o turismo como o sector que mais contribuiu para o saldo positivo da nossa balança de pagamentos. Confirmam o turismo como o sector que mais contribuiu para a mitigação do desemprego. Por vezes parece que o país, político e jornalístico, não tem noção do peso económico do turismo e da sua importância para a nossa economia.

  Porque é que crescemos tanto? Em primeiro lugar, porque o destino é bom. Em segundo lugar, porque o nosso sector empresarial (empresas e seus trabalhadores) é dinâmico e competitivo e resiliente. Em terceiro lugar, porque entidades públicas e privadas têm assumido o turismo e contribuído para a qualificação dos nossos produtos. E em quarto lugar, porque soubemos mudar a nossa política de promoção, com resultados visíveis: ainda este ano a Brand Finance colocou a marca Portugal, em turismo, como a oitava mais valiosa do mundo, e a quarta que mais cresceu.

  Primavera Árabe: Pode explicar algumas coisas, mas não explica por que razão estamos a crescer mais do dobro do que Espanha, por exemplo, ou acima da média da Europa Mediterrânica, outro exemplo. Quando muito, estes dados demonstram que o nosso sector soube aproveitar mais e melhor essa circunstância para crescer do que os nossos principais concorrentes.

 

 

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