CDS-PP Portugal precisa de mais cultura de negociação política, diz Portas


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje que Portugal precisa de ter mais cultura de negociação política e que, em democracia, sentar-se à mesa com o adversário não é “pecado”, mas “serviço” ao país.

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“Eu sou daqueles que acham que Portugal precisa de ter mais cultura de negociação política”, afirmou o líder do CDS-PP, considerando que sentar-se à mesa “com o adversário, em democracia, não é pecado, é trabalho”.

“Sentar-se à mesa com pessoas que não pensam como nós, para procurar um bom acordo para o país em certas áreas, não é vergonha, é serviço a Portugal”, reforçou Paulo Portas, defendendo uma “atitude de boa-fé” que deve comprometer “todos aqueles que aspiram a governar” o país.

“Os partidos do arco da governabilidade também fazem parte do arco da responsabilidade”, sublinhou o também vice-primeiro-ministro, questionando “quem pode ficar infeliz” com os indicadores que demonstram que “Portugal saiu da recessão técnica”.

De entre eles, Portas destacou o aumento do rendimento efetivo por agricultor, que, segundo o Eurostat, “este ano subiu 4,5%” quando nos restantes países da Europa desceu 1,3%.

Para o presidente do CDS-PP, este crescimento está relacionado não apenas com o “engenho e determinação dos agricultores”, mas também com o facto de “os pagamentos serem feitos a tempo e horas” e de o Governo ter feito “uma aposta claríssima na agricultura, nomeadamente pondo o PRODER [Programa de Desenvolvimento Rural] a funcionar”.

Paulo Portas falava nas Caldas da Rainha, onde hoje encerrou o XX Congresso Nacional da Juventude Popular e inaugurou um relógio para fazer a contagem decrescente o tempo que falta para a ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) deixar Portugal.

E ainda que “chegar ao fim do programa com a ‘troika’ não signifique chegar ao fim das dificuldades”, Paulo Portas apontou o crescimento da economia, o aumento das exportações e os resultados positivos de setores como o turismo para demonstrar que não terão sido em vão “os sacrifícios e esforços” exigidos aos portugueses nos últimos anos.

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