«Empresas que começam a ter tempos mais prósperos não têm que esperar pelo Estado para aumentar salários»


Imagem«As empresas que começam a conhecer tempos mais prósperos não têm de estar à espera que o Estado sinalize aumentos para procederem a aumentos nos seus sectores», afirmou o Ministro da Economia, António Pires de Lima, acrescentando: «Nunca estive à espera que o Estado sinalizasse aumentos para os fazer aumentos nas empresas onde trabalhei». Estas declarações foram feitas num almoço do fórum dos Administradores de Empresas, em Lisboa.

Referindo que «a discussão em torno do salário mínimo nacional está um pouco exacerbada», o Ministro sublinhou que «é parte da iniciativa do sector privado fazer os ajustamentos salariais independentemente do que o Estado está em condições de dar ou deixar de dar». Isto porque «são as empresas privadas que estão a puxar por este crescimento ténue e gradual», explicou.

Reiterando o que o Ministro da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, afirmou ontem, na conferência da Organização Internacional do Trabalho, António Pires de Lima afirmou: «Ao entrarmos num registo de assistência financeira, estamos impedidos de ajustar o salário mínimo nacional, mesmo que o desejássemos».

Ainda assim, «muito tem feito o Governo para contrariar a vontade dos credores, de reduzir ainda mais o salário mínimo nacional, nomeadamente em relação aos jovens». E acrescentou: «Já algum trabalho tem sido feito para convencer os credores que seria disparatado fazer de uma política de salários baixos o foco principal da nossa política de competitividade», referiu o Ministro.

«Temos um objectivo, que não escondo, que é concluir este programa de ajustamento em junho de 2014», afirmou António Pires de Lima, acrescentando que «esta é a melhor notícia que podemos dar às empresas e aos portugueses: é recuperarmos a autonomia e soberania financeira que nos foi retirada quando tivemos de assinar o memorando da troika».

Referindo que «seria muito desejável que alguns dos esforços, como a reforma do IRC, fossem feitas com o maior nível de compromisso político possível», o Ministro explicou: «É um sinal muito mais forte para os investidores, e é completamente diferente, se esta reforma puder ser aprovada com a participação de várias forças políticas».

Sublinhando que «o maior adversário e ameaça ao processo de retoma económica é, muitas vezes, a crispação política, a rivalidade artificial na política e a ausência de disponibilidade para a cooperação institucional», António Pires de Lima acrescentou que «é importante que a sociedade civil continue a ter uma voz ativa, exigindo aos políticos um ambiente mais construtivo, focado no futuro, e que possa dar resposta às aspirações que temos».

Sobre o banco de fomento, o Ministro afirmou que o modelo em que o mesmo assentará será conhecido até 15 de novembro. E concluiu: «Portugal não vai inventar nada – vamos recolher os melhores exemplos europeus e criar uma instituição de crédito grossista que estará em condições para fazer operações antes do verão».

 

Fonte: Portal do Governo

 

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