Construção de uma nova biblioteca municipal em Vila Franca de Xira


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O processo conduzido pelo executivo camarário para a construção de uma nova biblioteca tem vindo a ser recheado de procedimentos dúbios e agora com a alteração do contrato promessa de compra e venda, agravado com incertezas nalguns aspectos de validação de pareceres em relação ao contrato inicial.

A obra terá um custo previsto de 5.750.000€ tendo uma comparticipação a 65% de fundos comunitários através do QREN cabendo ao município o pagamento do restante ao seja mais de 3 milhões e setecentos mil euros.

A Câmara Municipal de uma assentada dá de sinal ao construtor um milhão e quinhentos mil euros. A dimensão de tal verba dada de uma só vez, permite só por si um começo de obra, mas a entidade bancária financiadora da construtora mostra-se exigente e dá sinais de cautela.

Assim ao invés da biblioteca ser uma fracção autónoma dentro de um prédio passam a existir dois prédios distintos, um para habitação e outro para a biblioteca no mesmo espaço denominado Jardins do Arroz e exige também uma garantia bancária de um milhão e quinhentos mil euros ao construtor, ou seja exactamente a mesma verba que a Câmara Municipal se propôs dar de sinal. Para além disso a entidade bancária não aceitou a Obriverca S.A. tendo por isso a empresa criado outra empresa veiculo para a construção da obra denominada Jardins do Arroz, Lda.

Vila Franca merece de facto uma biblioteca que substitua a actual, que tem problemas estruturais e de espaço, mas para além da monumentalidade desta nova construção em tempos de tamanha contracção financeira, a sua localização junto ao rio e à linha ferroviária do norte, que tem a maior de circulação de comboios, levando para isso a custos acrescidos de insonorização, os problemas com a luminosidade e a própria localização para um equipamento que se deseja mais resguardado em termos de segurança, até porque também vai conter arquivo, não nos parece a solução mais adqueada  para resolver a questão de uma nova biblioteca para a cidade.

Para além de tudo o mais quem é responsável tem de ponderar a melhor utilização dos recursos para não gerar stock de custos desnecessários a serem pagos por gerações vindouras.

 

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