SEMINÁRIO DIPLOMÁTICO: INVESTIMENTO ESTRANGEIRO E REFORÇO NOS MERCADOS EMERGENTES SÃO PRIORIDADES


MNE _ Paulo Portas

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apontou como prioridades da diplomacia para 2013 a atração de mais investimento estrangeiro e o reforço da aposta nos mercados fora da União Europeia.

Paulo Portas falava na Fundação Champalimaud, em Lisboa, perante uma plateia de diplomatas e funcionários do MNE que participam no Seminário Diplomático, subordinado ao tema «Projetar Portugal», a quem pediu para divulgarem «as vantagens comparativas de investir» em Portugal.

«O nosso setor exportador cresceu em mercados onde o crescimento económico é significativo. Chegou, soube vencer obstáculos, soube ganhar em circunstâncias difíceis e esse caminho não poderá deixar de ser continuado», afirmou o Ministro, adiantando que já no início do ano se realizarão visitas oficiais e missões empresariais à Índia, Japão e Coreia do Sul.

«Temos de conseguir fazer mais em 2013. Levarei a Conselho de Ministros muito em breve o primeiro pacote de investimentos geradores de riqueza e emprego em Portugal deste ano no valor de cerca de 150 milhões de euros. O resultado de 2012 foi muito positivo, mas a nossa ambição só pode ser conseguir ultrapassá-lo», afirmou. Paulo Portas anunciou ainda a atribuição de prémios aos postos diplomáticos e consulares que conseguirem melhores prestações nesta área.

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou igualmente que Portugal irá apresentar uma nova candidatura ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, apelando aos diplomatas portugueses para que comecem desde já a trabalhar nesse objetivo. Paulo Portas instou ainda os diplomatas a trabalharem na candidatura portuguesa ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas em 2014.

O presidente da Comissão Europeia, convidado especial do Seminário Diplomático, afirmou a necessidade de «sensatez nas decisões e na maneira de as comunicar como fator essencial para o sucesso dos programas de ajustamento, que requerem condições políticas e sociais de sustentabilidade».

Durão Barroso afirmou ainda que são necessários «compromissos e consensos» entre instituições, forças políticas e parceiros sociais.

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