Atitude discriminatória do Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Sobralinho na saudação aos presentes na Reunião Pública de Câmara.


CDS-PP VFXira

Os elementos do CDS-PP de Vila Franca de Xira presentes hoje, dia 12 de Dezembro de 2012, na Reunião Pública da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que se realizou na freguesia do Sobralinho no espaço do Centro Social, assistiram a uma grave falta de democracia por parte do Sr. José Manuel Peixeiro militante do Partido Socialista e, nessa qualidade eleito Presidente da Junta de Freguesia do Sobralinho.

Ao ser-lhe dada a palavra pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira antes do período da ordem do dia, para as habituais saudações o Senhor Presidente da Junta de Freguesia começou por referenciar como bem-vindos os Srs. Vereadores do PS e da CDU e continuou dizendo que:“ Os elementos do PSD e do CDS não são bem-vindos aqui a esta freguesia de Sobralinho, porque quiseram acabar com as freguesias “ enquanto olhava bem em seu redor fitando as pessoas, que ali estavam em representação dos partidos visados.

Os militantes e simpatizantes do CDS de VFX ali presentes, por não terem assento no executivo camarário não puderam no imediato responder a tal atitude, que embora aparente falta de educação até do ponto de vista institucional vem eivada de uma carga não democrática, com uma marca discricionária, que até nos parece transportar para um passado que julgávamos já ultrapassado pela vivência democrática.

Importa referenciar e repudiar tal acto e lembrar ao Sr. Presidente da Junta do Sobralinho, que somos todos portugueses e, que também quer a Assembleia da República quer o Governo da Nação são órgãos que emanam do voto livremente expresso e como tal propuseram a Reforma Administrativa do Território.

Mas ainda a propósito da Lei que motivou tal atitude do Sr. Presidente da Junta do Sobralinho aproveitamos para referir, que tal como todos os autarcas teve conhecimento da Reforma Administrativa do Território, teve ainda o direito de se pronunciar, o que por vontade própria não fez em Assembleia Municipal e, como tal, visto ter desistido desta participação viu a freguesia a que actualmente preside ser agregada a outra prescindindo deste modo de vários benefícios, entre outros, de participar numa proposta diferente em que teria 20% na margem do ajustamento territorial, da escolha do nome da nova freguesia, assim como da escolha da localização da sede administrativa e de uma majoração de 15% no financiamento a receber.

As atitudes autoritárias e discriminatórias escondem quase sempre muita fragilidade e, no caso vertente deve ser a dificuldade da explicação que tem de dar à população para a perda de interesses maiores da freguesia como estes que referenciámos.

 

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