Crise: Portas «orgulhoso» dos portugueses


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Portas falava numa conferência em Berlim onde defendeu que «são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu»

O ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Portas, afirmou-se esta sexta-feira «muito orgulhoso» pela forma como os portugueses têm enfrentado a crise, numa intervenção numa conferência internacional em Berlim.

«Estou muito orgulhoso da postura dos portugueses, e vamos conseguir resultados», disse Portas no painel de encerramento da conferência «O valor da Europa», em que participou a convite do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle.

O MNE português disse também que «são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu, e que só uma reação a nível europeu aumentará a confiança».

As lições do passado mostraram, porém, que para poder avançar a Europa tem de estar unida, advertiu Portas.

«Foi assim que sempre progredimos, hoje os argumentos para a a Europa se unir são tão importantes como eram há 60 anos», acrescentou o ministro português.

Westerwelle, por seu turno, começou por elogiar a presença de Paulo Portas na conferência, apesar da situação que se vive em Portugal.

«É de enaltecer a sua presença aqui, porque sabemos que a discussão no seu país é muito difícil, que há muitos protestos», disse o chefe da diplomacia alemã.

Referindo-se depois à Europa, Westerwelle sublinhou a necessidade de aprofundar os mecanismos de integração europeus, transferindo competências nacionais para a União, mas reconheceu que este processo «precisa de tempo».

Westerwelle afirmou que é preciso convencer todos os responsáveis políticos a não desistir do ideal europeu, mas defendeu também que «não se deve bloquear» a vontade de alguns países de avançarem mais rapidamente na integração, nem a de países que queiram abandonar o projeto comum, disse o ministro alemão.

Os dois ministros realçaram ainda as vantagens de a União Europeia ter países com um historial de relações com outros continentes, e Westerwelle lembrou que Portugal, «apesar de ser um país pequeno», tem relações especiais com a América Latina, com a África e com a Ásia que podem ser desenvolvidas para superar os desafios da globalização.

iol.pt

 

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