Porta-voz do CDS -PP arrasa Gaspar e ministro responde na mesma moeda


O porta-voz do CDS, João Almeida, fez esta manhã uma  intervenção muito dura frente ao ministro das Finanças, mostrando-se  frontalmente contra as mexidas na Taxa Social Única e criticando a subida das  taxas de IRS ontem anunciada por Vítor Gaspar.

Segundo o Expresso apurou, o deputado centrista, que falava  durante uma reunião dos grupos parlamentares do PSD e do CDS com o ministro das  Finanças, também questionou a razão por que o Governo anunciou medidas que  representam um aumento de receita de 5 mil milhões de euros, valor que não bate  certo com a flexibilização das metas do défice (uma questão, aliás, também  levantada por deputados do PSD).

Segundo contaram ao Expresso deputados que assistem à  reunião, que ainda decorre, a resposta do ministro das Finanças foi igualmente  dura. Começando por classificar a intervenção do porta-voz do CDS como “um  disparate”. Uma palavra que gelou a sala.

Almeida tinha criticado as alterações na TSU, com os  trabalhadores a descontar mais 7% e os patrões a descontar menos 6%,  considerando que eram uma transferência de capital dos trabalhadores para as  empresas, que corta o rendimento disponível das famílias e não terá nenhum dos  efeitos positivos sobre o emprego que o Governo tem anunciado. Gaspar reafirmou  a cartilha oficial do Governo, de que esta é uma medida que vai ajudar o emprego  e as empresas.

Gaspar admite hipótese de não agravar o IRS

Questionado sobre se estas alterações na TSU foram impostas  pela troika, e se podem ser explicadas como tal aos portugueses, Gaspar foi  perentório: não foi imposição da troika, foi uma opção consciente do  Governo.

Sobre o aumento da taxa média efetiva de IRS, à boleia da  redução do número de escalões, o ministro deu razão a João Almeida: de facto, o  que está no programa de Governo é uma alteração dos escalões por razões de  “simplificação”, sem aumento da carga fiscal – no entanto, explicou Gaspar, a  realidade impõe um agravamento das taxas.

Gaspar deixou, porém, aberta a hipótese de não aumentar a taxa  efetiva de IRS caso o Governo consiga até à apresentação do OE desenhar um  grande programa de cortes adicionais na despesa pública.

in @ expresso

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O ministro Vítor Gaspar depois de dizer a palavra “disparate” acabou por dar razão a João Pinho de Almeida como se pode ler na notícia do expresso on-line.

 

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