Cecília Meireles diz que setor do Turismo mostrou que resistiu a um dos anos mais complexos de sempre

A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, afirmou à Lusa que o setor mostrou-se capaz de resistir, ao apresentar resultados positivos num ano que foi dos mais “complexos de sempre para o turismo em Portugal”.

 

“A perspetiva que eu tenho do ano é francamente positiva, isto porque num ano que era extraordinariamente complexo, dos mais complexos de sempre para o turismo em Portugal, o setor mostrou que resiste e que tem resultados muito interessantes”, disse Cecília Meireles.

As linhas gerais da revisão do Plano Estratégico Nacional do Turismo vão ser hoje apresentadas em Lisboa, data em que se comemora o Dia Mundial do Turismo.

Apesar dos resultados favoráveis, obtidos à base dos turistas estrangeiros, Cecília Meireles recordou que “a parte mais difícil deste ano tem a ver com o mercado interno”, para o qual acredita que vão surgir soluções.

“Mesmo perante uma conjuntura que tinha muitos desafios o setor resistiu, persistiu e mais do que outra coisa mostrou que é um bom embaixador de Portugal, porque muitas vezes esquecemos que o turismo tem um grande papel em termos de imagem de Portugal”, declarou a secretária de Estado do Turismo.

Ainda assim, Cecília Meireles lembrou que o país tem “problemas graves para atravessar” dentro do setor, dos quais se destaca a sazonalidade, em particular na Madeira e no Algarve.

Os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística revelaram que a hotelaria registou 5,1 milhões de dormidas no mês de julho, um crescimento de 1,4 por cento face ao mesmo mês de 2011, com um aumento de receitas na ordem de 1,5 por cento.

Nos dados acumulados, entre janeiro e julho deste ano os proveitos totais caíram 2,5 por cento em relação aos primeiros sete meses de 2011, com um número mais positivo a surgir da parte dos visitantes estrangeiros, que registaram um aumento de 3,9 por cento.

 

 Lusa 27 Set, 2012

 

 

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Visita à Associação de Intervenção Social e Comunitária – AISC, em Vila Franca de Xira

Uma delegação da Comissão Concelhia do CDS-PP visitou as instalações da Associação de Intervenção Social e Comunitária – AISC, em Vila Franca de Xira e teve uma reunião com os Dirigentes desta associação, que agrupa a quase totalidade das IPSS do concelho desde as que recebem crianças e jovens, a pessoas com deficiências ou acolhimento de idosos, realizando ainda o acompanhamento de beneficiários do Rendimento Social de Inserção através de protocolos com o Instituto da Segurança Social.

Quanto a nós a AISC encontra-se num importante patamar organizacional, promovendo uma partilha de informação e de conhecimentos entre as associadas ,desenvolvendo ainda acções formativas para uma melhoria funcional nas Instituições. Também retivemos que tal espírito associativo nos parece ter um caminho evolutivo na prossecução  da missão social em que estão empenhados.

Proposta para a nova Lei de Bases do Ambiente

«PROCURAMOS ELABORAR UMA LEI DO AMBIENTE SUCINTA, SIMPLES, DE FÁCIL APREENSÃO E UNIVERSAL»

A Ministra da Agricultura do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, pediu a disponibilidade dos grupos parlamentares para a elaboração de uma Lei de Bases do Ambiente «simples, de fácil apreensão e universal» que integre as regras já existentes em cada setor.

Assunção Cristas apresentou na Assembleia da República a proposta para a nova Lei de Bases do Ambiente, definida com a participação de um grupo de especialistas na área com o objetivo de substituir a antiga lei já desadequada à realidade.

«Procuramos elaborar uma lei sucinta, simples, tem pouco mais de vinte artigos, de fácil apreensão para os cidadãos e universal», representando um compromisso com o desenvolvimento sustentável, afirmou a Ministra.

A Ministra referiu que a proposta do Governo é «uma boa base para o trabalho de reflexão com os outros grupos parlamentares de modo a conseguir uma lei que integre todas as regras ambientais já distribuídas em cada setor de atividade».

A Lei de Bases do Ambiente foi aprovada em Conselho de Ministros em junho e contempla o enquadramento do valor dos ecossistemas, de princípios que podem ser incorporados quer nas políticas fiscais, quer, por exemplo, na lei das finanças locais, enumerando princípios que possam servir para compensar as regiões que têm ecossistemas e que têm de os proteger.

A atual Lei tem mais de 20 anos e todos os quadrantes políticos concordam que está desatualizada, pois várias vertentes evoluíram, como as alterações climáticas ou a proteção da natureza, e o desenvolvimento tecnológico também contribuiu para as mudanças.

O Governo criou um Conselho Consultivo com a tarefa de debater os temas ambientais para levar à revisão da Lei, uma iniciativa que reuniu vários especialistas do setor.

portugal.gov.pt

Cortes na burocracia dão mais 254 milhões à acção social

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou hoje que os cortes, em 2012, nas despesas com burocracias e administração do Estado permitiram transferir mais 254 milhões de euros para a verba da ação social.

“Num tempo difícil, num tempo em que é difícil fazer escolhas e os recursos são limitados, que optamos por restringir de forma muito significativa as despesas com a burocracia, os custos com a administração do próprio Estado para podermos dar um pouco mais: mais 16 por cento, mais 254 milhões de euros para a verba da ação social orçada para este ano, que é a verba que serve, exatamente, para responder às famílias e para responder às instituições”, disse.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, discursava hoje durante a abertura do X Congresso Internacional das Misericórdias, que até sábado decorre no Porto e em Vila Nova de Gaia, tendo substituído na sessão solene o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que estava previsto até hoje no programa oficial do evento.

Pedro Mota Soares disse ainda saber “das dificuldades que hoje as instituições sociais atravessam” e de “como é importante trabalhar para lhes dar sustentabilidade”.

“É importante que tenhamos a noção de que o Estado, por si só, não conseguirá chegar a todas as situações mas se o Estado tiver a capacidade de estabelecer parcerias, se o Estado tiver a humildade de pedir ajuda a quem nasceu para ajudar os próximos, então aí a resposta social pode ser inovadora, a resposta social pode mesmo marcar um novo paradigma e uma nova mudança. É isso que estamos empenhados em fazer”, sublinhou.

O ministro da tutela defendeu ainda que “o papel de um Estado responsável é reconhecer e aproveitar a presença e a atividade das misericórdias” e “reconhecer que a ação social é melhor, que a ação social é muito mais eficaz quando é feita em parceria”.

“Reconhecer uma nova ação social, solidária e única, que se reinventa diariamente, com novas respostas para os novos problemas, com novas exigências para as novas dificuldades. Para que isso aconteça, é essencial que os decisores políticos também procurem conhecer a realidade, que os decisores políticos tenham a mesma proximidade que as instituições sociais e as misericórdias têm aos problemas”, enfatizou.

Lusa / SOL

COMUNICADO

Reunião conjunta das direcções do PSD e do CDS

1. As direcções nacionais do PSD e do CDS consideram fundamental, no actual quadro de grande exigência para Portugal e para os portugueses, ter uma coligação forte e empenhada na governação e apoiar um governo coeso. Nesse sentido, reiteram o princípio estabelecido no Acordo Político de coligação – Maioria para a Mudança, celebrado a 16 de Junho de 2011, no qual os dois partidos, com respeito pela identidade própria, se “comprometem, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e continuidade desse Governo”.

 2. As direcções dos Partidos reafirmam o compromisso estabelecido no Acordo Político de Coligação e nas linhas de orientação do programa de governo, assumindo a responsabilidade conjunta na prossecução das políticas, objectivos e decisões do Governo e na execução dos compromissos acordados no Memorando de Entendimento, bem como na concretização da estratégia de equilíbrio orçamental prevista para a legislatura, no sentido do alcance dos objectivos que assegurem a recuperação da nossa economia, o crescimento económico e a nossa soberania plena; 

3. O PSD e o CDS reconhecem o momento crítico que Portugal atravessa, consequência de opções políticas erradas que conduziram a um endividamento excessivo, a par de um contexto internacional mais adverso. Reafirmam o seu empenhamento na responsabilidade orçamental, nas reformas estruturais e na equidade da repartição dos esforços, princípios que permitem a Portugal vencer a crise e impulsionar uma trajectória de crescimento sustentável. Os partidos da coligação estão empenhados em políticas humanistas, especialmente atentas ao combate ao desemprego e à promoção da igualdade de oportunidades. 

4. Ambos os Partidos saúdam os resultados muito positivos para Portugal e os Portugueses, alcançados no âmbito do quinto exame regular com a troika, posteriormente transmitidos ao Eurogrupo. O facto de Portugal ter vindo a obter sucessivas avaliações positivas na concretização do Memorando de Entendimento, tem sido determinante para a credibilização internacional de Portugal e para o reconhecimento do sentido útil dos esforços que têm vindo a ser realizados pelos Portugueses. Assim, o PSD e o CDS estão empenhados na obtenção de resultados positivos nos próximos exercícios regulares com a troika, dado que essa é a única garantia do regresso de Portugal aos mercados e de atracção de mais investimento e de crescimento futuro.

 5. O PSD e o CDS consideram apropriado melhorar os níveis de articulação entre as direcções dos Partidos, os Grupos Parlamentares e o Governo. Nesse sentido, foi decidido constituir um Conselho de Coordenação da Coligação.

 6. Foi igualmente decidido que, na próxima semana, terá lugar uma reunião dos dois Partidos destinada a preparar as eleições autárquicas, tendo em vista a eventual celebração de coligações de âmbito local, de acordo com o interesse que vier a ser manifestado pelas estruturas concelhias e distritais de ambos os Partidos.

 7. Os Partidos da Coligação sublinham a importância do diálogo político e social e manifestam confiança no sentido de responsabilidade e no esforço de concertação desenvolvido e a desenvolver entre o Governo e os parceiros sociais, sublinhando a importância da promoção do consenso social.

 8. Os Partidos da Coligação interpretaram o sentido das manifestações do passado sábado com respeito. Constatamos o digno anseio amplamente referenciado pelos Portugueses, no sentido da defesa de um modo de vida justo e equilibrado, mensagem que, de resto, deve ser acolhida com responsabilidade e humildade por todos os agentes políticos e sociais.

 Lisboa, 20 de Setembro de 2012

Crise: Portas «orgulhoso» dos portugueses

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Portas falava numa conferência em Berlim onde defendeu que «são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu»

O ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Portas, afirmou-se esta sexta-feira «muito orgulhoso» pela forma como os portugueses têm enfrentado a crise, numa intervenção numa conferência internacional em Berlim.

«Estou muito orgulhoso da postura dos portugueses, e vamos conseguir resultados», disse Portas no painel de encerramento da conferência «O valor da Europa», em que participou a convite do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle.

O MNE português disse também que «são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu, e que só uma reação a nível europeu aumentará a confiança».

As lições do passado mostraram, porém, que para poder avançar a Europa tem de estar unida, advertiu Portas.

«Foi assim que sempre progredimos, hoje os argumentos para a a Europa se unir são tão importantes como eram há 60 anos», acrescentou o ministro português.

Westerwelle, por seu turno, começou por elogiar a presença de Paulo Portas na conferência, apesar da situação que se vive em Portugal.

«É de enaltecer a sua presença aqui, porque sabemos que a discussão no seu país é muito difícil, que há muitos protestos», disse o chefe da diplomacia alemã.

Referindo-se depois à Europa, Westerwelle sublinhou a necessidade de aprofundar os mecanismos de integração europeus, transferindo competências nacionais para a União, mas reconheceu que este processo «precisa de tempo».

Westerwelle afirmou que é preciso convencer todos os responsáveis políticos a não desistir do ideal europeu, mas defendeu também que «não se deve bloquear» a vontade de alguns países de avançarem mais rapidamente na integração, nem a de países que queiram abandonar o projeto comum, disse o ministro alemão.

Os dois ministros realçaram ainda as vantagens de a União Europeia ter países com um historial de relações com outros continentes, e Westerwelle lembrou que Portugal, «apesar de ser um país pequeno», tem relações especiais com a América Latina, com a África e com a Ásia que podem ser desenvolvidas para superar os desafios da globalização.

iol.pt

 

Paulo Portas diz que as pessoas têm de ver “um fim e um objetivo claro para o esforço”

Paulo Portas admitiu que eleitores do Governo possam ter estado nas manifestações de sábado e que as pessoas “têm que conseguir ver” um “fim e um objetivo claro para o esforço que estão a fazer”.

“A vida está muito difícil para muita gente e as pessoas têm que conseguir ver um fim e um objetivo claro para o esforço que estão a fazer. Portanto, não faço julgamentos sobre a natureza dessas manifestações”, afirmou o líder do CDS-PP, acrescentando que “é muito provável que tenham estado naquelas manifestações pessoas com ligações a partidos, mas [estiveram também] muitas pessoas que não têm ligações a partidos”. “Até, porventura, pessoas que contribuíram para que esta maioria estivesse no Governo”, disse, recusando, por isso, uma “avaliação estritamente partidária” dos protestos.

“Há apenas uma fronteira em que eu acho que a esmagadora maioria dos portugueses comunga com o que eu vou dizer: não são em nenhuma circunstância em democracia admissíveis atos violentos, mas como isso é uma expressão residual, a maioria das pessoas, incluindo as que lá estavam, não gostam disso” defendeu.

Na conferência de imprensa para falar das reuniões dos órgãos do CDS no sábado, Paulo Portas já tinha feito um “apelo ao bom senso da sociedade portuguesa”, antes de ser questionado sobre as manifestações, um apelo que estendeu às “instituições” e às “lideranças portuguesas”.

“Acho que as pessoas que têm todo o direito a expressar o que lhes vai na alma, porque as coisas estão muito difíceis pedem respostas, pedem soluções, pedem que se melhore as coisas, dentro daquilo que é possível”, afirmou Paulo Portas.