CDS anuncia projeto de resolução sobre incêndios no Algarve


Os deputados do CDS-PP e do PSD eleitos pelo Algarve vão apresentar um projeto de resolução sobre os incêndios na região. Vão fazê-lo de “forma ponderada”, criticando quem quer “protagonismo à custa do sofrimento das populações”.

Os deputados do região dizem não entrar “em corridas virtuais, a ver quem entrega primeiro uma iniciativa parlamentar, sabendo-se, como se sabe, que só em setembro serão retomados os trabalhos parlamentares, e só nessa altura poderá produzir efeitos”.

Denunciam o “falso unanimismo com que o PS agora se pretende ungir ao propor a subscrição do seu apressado projecto de resolução por todas as forças partidárias, quando ainda ontem e hoje, quis apresenta-lo sozinho como arma de arremesso político contra o PSD e o CDS-PP, e o Governo, em sucessivas declarações públicas”.

Em comunicado conjunto, os deputados da região lamentam as tentativas de aproveitamento político e de protagonismo desenfreado à custa do sofrimento das populações dos municípios de Tavira e de S. Brás de Alportel, afectadas pelos incêndios que devastaram as áreas serranas daquelas autarquias.

“É necessário manter alguma serenidade no meio do fumo da demagogia. O Governo actuou com a celeridade que se impunha. Esteve presente no terreno nos momentos da aflição, e rapidamente criou uma comissão interministerial que integra 9 Secretarias de Estado para, em articulação com as autarquias envolvidas, delinear um plano virado para a emergência mas também para o futuro, numa lógica de restauração das economias agro-florestais do interior do Algarve”, lê-se no comunicado, que refere que esta comissão reuniu já na passada sexta-feira em Faro.

De acordo com o documento, “há que proceder a uma inventariação séria dos prejuízos provocados pelos incêndios, que não se compadece com cálculos em cima do joelho atirados para o ar”, assim como “há que inventariar todos os meios financeiros convocáveis, designadamente no âmbito do PRODER, para apoiar as necessidades sociais e materiais do imediato, e um plano de reflorestação que não fique no papel, como outros ficaram num passado recente”. 

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