Idosos carenciados vão receber medicamentos gratuitos fora do circuito comercial


O ministro da Solidariedade anunciou hoje que vai começar, em breve, a distribuição gratuita de medicamentos pelos idosos mais carenciados, que terão acesso a remédios que nunca entraram no mercado comercial, “mas podem ser usados”.
Está a ser ultimado o protocolo entre o Estado, as IPSS (instituições particulares de solidariedade social), o Infarmed e a Apifarma (Associação Portuguesa da Industria Portuguesa) para criar um Banco de Medicamentos”, destinada à população mais idosa, anunciou o ministro Pedro Mota Soares, durante a audição parlamentar que decorre na Comissão de Trabalho e Segurança Social.De acordo com o ministro da Solidariedade e Segurança Social, o programa deverá permitir a distribuição gratuita de medicamentos quando estão a seis meses de terminar o seu prazo de validade, condição que impede a sua comercialização.

“As regras não permitem que (os medicamentos) entrem no circuito comercial, mas podem ser usados, com a salvaguardada das regras de segurança”, garantiu o governante.

Pedro Mota Soares lembrou que existe uma franja da população que gasta a maior parte do seu orçamento familiar em medicamentos. E é a pensar nestas pessoas que foi criado o “Banco de Medicamentos”: “Podemos aproveitar muitos medicamentos que nunca estiveram no circuito comercial, destinados a utentes muito carenciados”.

A distribuição será feita através de parcerias e da “boa vontade” das instituições de solidariedade social que possuem pequenas farmácias nas suas instalações.

Mota Soares recordou que “já havia uma capacidade instalada (nas instituições) que agora garante a segurança para fazer chegar a esses espaços medicamentos”.

No futuro, os medicamentos serão colocados nas instituições e caberá aos seus técnicos ministrá-los.

A criação do “Banco de Medicamentos” é uma das medidas incluídas no Programa de Emergência Social (PES), apresentado no verão do ano passado pelo Governo, destinado a combater o desperdício de medicamentos que nunca entraram no circuito comercial.

 
Lusa
 
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