Mota Soares – Instituições sociais vão ter “bolsa de oxigénio”

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social afirmou hoje que a criação de uma linha de crédito de 150 milhões de euros para as instituições sociais constitui uma “bolsa de oxigénio” para “ajudar quem ajuda”.

Essa linha de crédito vai ser criada através de um protocolo com o banco Montepio Geral, que foi assinado hoje numa cerimónia no Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, em Lisboa, na qual esteve presente o primeiro-ministro.

Durante esta cerimónia, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, referiu que o Governo tinha inicialmente previsto “lançar uma linha de crédito de 50 milhões de euros” para apoiar as instituições sociais com dificuldades financeiras, tendo recolhido diversas propostas nesse sentido.

“A melhor sobe hoje a esta mesa. Mas conseguimos, com a entidade bancária que a apresentou, reforçar a linha de crédito em mais 100 milhões de euros. Assim, o Estado garante 50 milhões de euros e a instituição bancária 100 milhões de euros de acesso facilitado por via deste protocolo”, acrescentou.

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social referiu que vai ser criada “uma linha de crédito por sete anos, com juros bonificados”, que “não é exclusiva, mas é prioritária para as instituições que têm projetos PARES (Programa de alargamento da rede de equipamentos sociais), POPH (Programa Operacional Potencial Humano) ou que fizeram obras de investimento”.

O acesso a essa linha de crédito “implica um claro comprometimento de reestruturação organizativa, económica e financeira das instituições sociais”, assinalou

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Hipotética queda do Governo teria consequências graves

 
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O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, disse hoje que os portugueses “compreenderão mal” que se discuta a eventual queda do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, sustentando que teria consequências “muitíssimo graves” para no País. 

“Penso que esses portugueses compreenderão mal que estejamos a discutir uma eventual queda do Governo que levaria Portugal a uma situação que noutros países traz situações muitíssimos graves para o seu quotidiano”, afirmou Nuno Magalhães, que comentou desta forma o anúncio feito pelo secretário-geral do PCP da apresentação de uma moção de censura ao Governo. No entanto, o deputado do CDS considera que a apresentação de uma moção de censura “é um direito regimental e constitucional” dos partidos.

 Contudo, defendeu o líder parlamentar do CDS, os portugueses, que “estão a fazer enormes sacrifícios”, sabem que “houve eleições há um ano, das quais saiu uma maioria coesa e sólida”, que “o maior partido da oposição no essencial tem sabido honrar o compromisso que assinou, e que há um acordo de concertação social que vai além da maioria política”. 

 A moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP vai ser debatida no dia 25 de junho.