CDS e ex-presidente do BPN travam discussão sobre “canibalização” de PPR pela Caixa

Quarta, 13 Junho 2012

joo_almeidaO CDS-PP e o ex-presidente do BPN Francisco Bandeira travaram esta terça-feira uma tensa discussão sobre uma eventual “canibalização” dos planos poupança e reforma (PPR) da Real Vida pela Fidelidade, seguradora da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A polémica foi lançada quando o deputado do CDS João Almeida, que estranhou que mais de sete milhões de euros de PPR da Real Vida fossem posteriormente colocados na Fidelidade da Caixa, numa altura em que o BPN nacionalizado tinha administradores da CGD, entre eles o próprio Francisco Bandeira. Com esta questão, o deputado do CDS procurou esclarecer se terá se terá existido uma “canibalização” de ativos do BPN por parte da CGD, durante o período em que esteve nacionalizado.

Francisco Bandeira considerou natural que os clientes do BPN consumidores de PPR tenham procurado “segurança” junto de um produto idêntico do banco público. “É perfeitamente normal que, estando em descrédito o grupo BPN relativamente à solvência futura e estando a CGD a gerir o BPN, se colocasse alternativamente aos clientes a opção de subscrição de PPR da Fidelidade. Não sei se foram sete milhões de euros, mas isso foi certamente uma forma de manter a relação com o cliente e evitar que ele fosse para a concorrência” disse.

João Almeida contrapôs que esse argumento é o melhor para captar depósitos do BPN para a CGD. “Se os senhores rejeitam a canibalização pela CGD do BPN, porque seria uma coisa diabólica, então como entende que em relação aos PPR da Real Vida já não haveria problema nenhum?”, questionou o deputado do CDS.

O parlamentar considerou depois lamentável que o ex-presidente do BPN nada mais diga sobre a Real Vida, uma das empresas do grupo que foi nacionalizada. “Enquanto ex-presidente do BPN, [Francisco Bandeira] acha que pode dizer da Real Vida, com os seus trabalhadores e que ainda hoje está no mercado a operar enquanto tal, que não tinha credibilidade e, portanto, era natural que procurassem outra instituição. Curiosamente essa outra instituição seguradora do grupo [CGD] que tinha nomeado a administração do BPN nacionalizado”, observou João Almeida.

 

 

 

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