Portugal financia-se acima das expectativas nos mercados internacionais


O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defendeu esta sexta-feira que Portugal, ao contrário de outros países europeus, consegue actualmente colocar títulos de dívida nos mercados internacionais em montante superior, com períodos mais largos e juros mais baixos.

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio

Perante a Assembleia da República, no debate proposto pelo PCP para a renegociação da dívida pública, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defendeu que a forma como se processou o actual financiamento externo da República no primeiro ano de programa de assistência financeira “superou todas as expectativas”.

“Portugal, ao contrário de outros países europeus, tem conseguido colocar a sua dívida em montante superior e por prazos mais alargados do que era inicialmente esperado. A título de exemplo, estimava-se que no primeiro trimestre Portugal conseguisse colocar bilhetes do tesouro num total de cinco mil milhões de euros e já foram colocados cerca de 11 mil milhões de euros”, sustentou o membro do Governo.

Ainda de acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “ao contrário do panorama de 2011, em que as emissões de dívida foram todas a três e a seis meses, em 2012 já foi possível emitir títulos de dívida a 12 e a 18 meses – e a taxas substancialmente mais reduzidas”.

Depois, Paulo Núncio respondeu à exigência do PCP de se proceder a uma renegociação da dívida nacional.

“A mera sugestão de alguns partidos de se reestruturar, incumprir ou mesmo não pagar a dívida não só denota uma manifesta falta de sentido de sentido de Estado, de realismo e de responsabilidade – particularmente grave nas circunstâncias exigentes que o país atravessa –, como aparenta um desconhecimento profundo sobre as consequências devastadoras ocorridas em países que optaram por esse caminho”, advertiu Paulo Núncio.

@CM

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