Troika acredita que Portugal está a ultrapassar a “pior” fase da crise


A delegação das instituições internacionais voltou a felicitar “o consenso político e a coesão social” em Portugal.

A delegação da ‘troika’ que hoje se reuniu com uma comissão parlamentar na Assembleia da República considera que Portugal “estará a ultrapassar a fase pior” da crise económica, disse à imprensa Adolfo Mesquita Nunes, deputado do CDS-PP.

Mesquita Nunes é um dos membros da comissão parlamentar de acompanhamento do programa de assistência a Portugal, que recebeu esta manhã uma delegação da ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) no âmbito da quarta avaliação do memorando de entendimento.

“No primeiro trimestre [deste ano], a recessão económica ficou bem abaixo do que estava previsto. O abrandamento da recessão está em curso, e isso foi referido na reunião: Portugal estará a ultrapassar a fase pior [da crise], já terá superado o ponto mais baixo”, afirmou Mesquita Nunes.

O deputado centrista disse ainda que, “no entender dos membros da ‘troika’, o facto de a recessão estar a ser inferior [ao previsto] compensa” a quebra na receita fiscal do Estado.

Mesquita Nunes acrescentou que a delegação das instituições internacionais também voltou a regozijar-se com “o consenso político e a coesão social em volta deste esforço de consolidação orçamental”.

Depois da reunião com os deputados, que decorreu à porta fechada, a delegação chefiada por Abebe Selassie (FMI), Rasmus Ruffer (BCE) e Jurgen Kroeger (Comissão Europeia) encontrou-se ainda com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Os representantes da ‘troika’ escusaram-se a prestar declarações à imprensa.

A visita da ‘troika’ ao parlamento fazia parte do processo da quarta revisão do programa de assistência a Portugal, que começou na terça-feira. No final da avaliação, a ‘troika’ deverá aprovar a transferência de mais quatro mil milhões de euros para Portugal, referentes à quinta ‘tranche’ do pacote de assistência financeira de 78 mil milhões de euros.

 Económico/Lusa



 

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