Cecília Meireles na 1ª Conferência Internacional de Turismo da Universidade Católica em Braga – ” Turismo e a Crise Internacional”


 
Na 1ª Conferência Internacional de Turismo da Universidade  Católica em Braga sobre o tema ” Turismo e a Crise Internacional”, a  intervenção da Secretária de Estado do Turismo debruçou-se, em parte, sobre as principais prioridades e linhas de acção no financiamento das actividades turísticas, e sobre o pressuposto que tem que ser alterado: (…) ” A intervenção pública não pode nem deve substituir-se aos mecanismos… de mercado para financiar as empresas e os seus projectos, devendo a sua intervenção ser considerada complementar e facilitadora do envolvimento das instituições financeiras. O Estado deve apoiar e incentivar a iniciativa privada nesta matéria, mas não deve ser seu substituto, assumindo totalmente por ela a captação de capitais ou a assunção de riscos. Assim, a primeira prioridade deve ser a de encontrar formas que contribuam para tornar o acesso ao crédito mais fácil às empresas, em condições satisfatórias de preço;
No plano dos financiamentos às actividades económicas do turismo deverão ser transmitidas de forma clara quais as prioridades de atuação, disponibilizando com clareza e de acesso simplificado um quadro de referência no qual se possam posicionar e em relação ao qual possam encontrar soluções para as suas necessidades;
A requalificação da oferta tem de ser prioritária, bem como a promoção do aumento dimensão das unidades mediante projectos de cooperação e concentração;
É importante, também, fomentar o empreendedorismo, principalmente nas actividades consideradas complementares como a animação e outros serviços que se revelam fundamentais na competitividade de um destino turístico e contributivas para a geração de emprego;
Também importante é identificar iniciativas e medidas que contribuam para melhorar as condições de rentabilidade das empresas, desta forma aumentando a sua capacidade de autofinanciamento;
Finalmente, é necessário actuar junto das várias entidades públicas envolvidas no apoio ao sector, promovendo a simplificação de processos, divulgando os mecanismos e desenvolvendo uma relação de parceria que qualifique o serviço prestado aos seus clientes, empresas e outras entidades.
 
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