Nuno Melo critica ausência de resposta de Bruxelas à seca portuguesa


O eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo considerou hoje não ser “normal” a ausência de resposta da Comissão Europeia à seca na agricultura em Portugal.

Em declarações à Agência Lusa, Nuno Melo disse ser “muito previsível que situações de seca extrema” como a actual “voltem a acontecer” devido às especificidades geográficas e climatéricas dos países do Sul da Europa e particularmente de Portugal.

Defendeu que o país deveria beneficiar da “coesão e da solidariedade” da União Europeia, “mais ainda tendo em conta prejuízos que agora já são mensuráveis no âmbito da agricultura portuguesa”.

Daí o requerimento que apresentou à CE, “por um lado para tentar perceber se as instituições europeias e a comissão em particular não reconhecem as especificidades de Portugal e dos países do Sul da Europa no que tem que ver com circunstâncias que tornam previsíveis estas situações de seca extrema”.

“Por outro lado, para defender mecanismos que faz sentido que sejam criados para apoio aos agricultores no caso de catástrofes meteorológicas, de que é exemplo esta seca”, defendeu, considerando haver espaço para isso dentro da nova Politica Agrícola Comum (PAC 2014-2020).

Questionado pela Agência Lusa sobre a actuação governamental nesta matéria, o eurodeputado do CDS-PP disse não ter “dúvida nenhuma de que o Governo e o Ministério da Agricultura em particular estão a fazer tudo o que podem e continuarão a fazer”, considerando, no entanto, que isso não invalida que, no plano europeu, se continue a “fazer pressão e obrigar as instituições a reflectir sobre uma realidade que é conhecida”.

“O que não será normal é que perante uma circunstância que é extraordinária, causa dano que é conhecido e põe em causa a viabilidade económica de tantos investimentos nesta área em Portugal, a Comissão Europeia não tenha uma resposta”, condenou.

Na opinião de Nuno Melo, “cada um de nós, nos diferentes sectores, deve dar o seu contributo para que, de futuro, neste caso concreto possa existir alguma ajuda caso seja possível e possam ser criados novos mecanismos”.

“E tal como Portugal é solidário com muitos outros países em termos de catástrofes climatéricas de qualquer natureza, também o resto da União Europeia deve ser compreensivo em relação às nossas circunstâncias e às consequências do aquecimento global do planeta”, defendeu ainda.

Económico com Lusa

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