CDS-PP acusa socialistas de “rasgar” memorando de entendimento


O PS não apresenta propostas, faz um conjunto de proclamações e “rasgou” o memorando de entendimento que negociou com a ‘troika’, afirmou hoje Nuno Magalhães, durante o debate parlamentar com o Primeiro-Ministro. Na sua intervenção, o líder parlamentar do CDS-PP recordou ainda o “caso de má gestão” da Parque Escolar e a “derrapagem colossal” do respetivo programa.

Para Nuno Magalhães este é um caso que “marca o anterior ciclo que terminou – 100 anos da República, 100 escolas, 100 inaugurações, custe o que custar. Custou o que custou: endividamento do Estado, derrapagem cinco vezes maior do que o previsto, 1,3 mil milhões de euros que todos nós vamos gastar a mais… mas a festa fez-se, é o que interessa, as inaugurações foram feitas”.

Questionando Pedro Passos Coelho sobre as propostas de outros partidos, nomeadamente o Socialista, Nuno Magalhães afirmou que “é bom que o país perceba hoje de uma forma clara, se o Partido Socialista, de facto, faz um conjunto de proclamações, mas rasgou um memorando que assinou ou então apresentou alternativas mas o país não sabe, não viu”.

Aliás, relativamente ao memorando de assistência financeira, o líder democrata-cristão aconselhou o Primeiro-Ministro a manter a palavra dada, comentando que “para outros a palavra pode ter dias, pode ter filas em que nos sentamos, ou então pode ser pessoal ou por interposta pessoa. Para nós a palavra de um Estado é um conceito absoluto, portanto faz muito bem, senhor Primeiro-Ministro em não vacilar”.

E conclui confessando: “Já nem sequer me surpreende que o maior partido da oposição, que assinou e negociou em nome do Estado português o memorando de entendimento, nem tenha uma palavra, não se congratule, não felicite, não registe, não sublinhe, o facto de a terceira avaliação do memorando que assinaram tenha sido positiva”.

 Veja a intervenção de Nuno Magalhães

http://vimeo.com/38102907

 

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