Entrada livre têxteis do Paquistão será trágica para a indústria e empregos europeus


A proposta é de 2010, mas apesar dos apelos feitos já na altura pelo Eurodeputado Nuno Melo à Comissão e ao Conselho, a Organização Mundial do Comércio acaba de dar luz verde à entrada livre de produtos têxteis e do vestuário vindos do Paquistão.

Adverte o eurodeputado que a adopção desta medida, que concede tratamento preferencial às exportações dos produtos oriundos deste país, será trágica para a indústria e empregos europeus, particularmente portugueses e surgirá no quadro da maior crise económica e financeira das últimas décadas.

As empresas portuguesas e europeias terão de concorrer com empresas paquistanesas que recorrem ao trabalho infantil, não suportam custos sociais, ambientais, utilizam matérias-primas proibidas na U.E. e subvertem as normais regras de mercado. Segundo Nuno Melo a decisão é errada e será letal para um enorme número de empresas e postos de trabalho em Portugal e na Europa.

Neste contexto o chefe da Delegação portuguesa do CDS-PP em Bruxelas apresentou hoje uma Proposta de Resolução, em que apela ao Conselho e à Comissão para que ponderem a extraordinária situação de crise vivida em Portugal, e na Europa. Exorta também a que ambas as instituições impeçam a abertura do mercado da U.E., na base do “Waiver” (tratamento preferencial às exportações de produtos de um país específico), aos produtos têxteis e do vestuário oriundos do Paquistão, protegendo, como é suposto, a indústria têxtil e do vestuário de Portugal e da Europa, das situações de dumping e de concorrência desleal que aquela abertura implicará.

 

 

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