Carta de Nuno Melo ao Presidente do Parlamento Europeu


 Diz o Vice- Presidente do CDS-PP e  Deputado Eurpeu Nuno Melo;

Escrevi a Martin Schulz, considerando que as suas declarações recentes acerca de Portugal, são impróprias de um Presidente do Parlamento Europeu, e revelam manifesto preconceito e ignorância.
A carta é como segue:Exmo. Senhor Presidente do Parlamento Europeu,
Deputado Martin Schulz

Portugal foi surpreendido com as declarações recentes de V.ª Ex.ª, acerca dos investimentos feitos no país, e das relações mantidas com o Estado Angolano.
Com todo o respeito, devo dizer-lhe que considero que tais declarações são impróprias de um Presidente do Parlamento Europeu, e revelam manifesto preconceito e ignorância.
Ignorância, pelo desconhecimento acerca dos quase 9 séculos da história de Portugal, e da importância das relações que o país mantém com o mundo lusófono em África, na América, ou na Ásia.
Gostaria até de recordar a V.ª Ex.ª, a recente visita efectuada pela Chanceler Merkel a Angola, com evidentes propósitos económicos, e não propriamente para admiração do Planalto, sem falar das inúmeras relações comerciais que a Alemanha vai mantendo com diversos países e regimes espalhados pelo mundo, sem que, aparentemente, tal facto lhe cause qualquer incómodo.
Preconceito porque dirigidas aos portugueses em particular, e exactamente quando tantos se sacrificam, para que o país possa honrar todos os seus compromissos.
Impróprias de um Presidente do Parlamente Europeu, tendo em conta o que V.ª Ex.ª representa institucionalmente.
Quando foi eleito para o cargo, V.ª Ex.ª deixou de ser o socialista Martin Schuls, líder da bancada respectiva, para assumir as funções de Presidente do Parlamento Europeu, sob compromisso de exercer o cargo com isenção e imparcialidade, representando todos, independentemente dos partidos e dos países de origem.
Lamento dizê-lo, mas passado tão pouco tempo, acaba de evidenciar o contrário disso mesmo.
As declarações que proferiu acerca do meu País, surgem num dos momentos mais difíceis da história da União Europeia. Dividem quando deveriam unir, e prejudicam, quando deveriam ajudar.
Consequentemente, espero bem que na próxima sessão plenária, V.ª Ex.ª dê a todos, uma explicação racional para o sucedido. E evidentemente, de futuro demonstre maior contenção, e nos permita continuar a encará-lo para além da forma, como aquilo que seria suposto: O Presidente do Parlamento Europeu.
Com os meus cumprimentos,
O Chefe da Delegação Portuguesa do CDS/PP
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