Direito de Resposta


Ao abrigo do Direito de Resposta, previsto na Lei, o CDS-PP enviou à direcção/redacção do Diário de Notícias uma carta relativa à notícia com o título “Socialistas e CDS aliados para ‘proteger’ maçonaria”, que faz hoje a manchete daquele jornal:

Direito de Resposta

Na edição do DN do dia 9 de Janeiro vem publicada uma manchete e uma notícia de acordo com a qual uma suposta aliança entre o PS e o CDS teria tido por objectivo “proteger” a maçonaria.

Tal “notícia” é falsa e não tem nenhuma correspondência nos factos verificados. Assim, procurando repor a verdade, cumpre-nos esclarecer o seguinte:

1 – O CDS defendeu um relatório baseado no apuramento das audições realizadas na 1.ª Comissão e que tivesse em conta as averiguações internas e o relatório do Conselho de Fiscalização do SIRP com a única limitação, como consta das propostas que apresentámos, de não ser revelada:

– Matéria que possa ser considerada segredo de justiça uma vez que existem processos crimes instaurados;

– Matéria que possa ser considerada segredo de Estado, que corresponde a uma doutrina do Partido com mais de trinta anos; ou

– Matéria que de alguma forma pudesse expor o funcionamento dos serviços de informações e dos seus agentes que actuam, muitas vezes sob risco, em prol dos interesses do Estado e de todos os portugueses, ponto que também o nosso Partido defendeu desde sempre.

2 – Nada disto tem qualquer relação com matérias conexas com as várias maçonarias. Essas matérias só foram referidas em perguntas efectuadas por alguns dos Senhores Deputados, entre os quais eu próprio, não tendo obtido da parte dos “depoentes” qualquer resposta conclusiva. É, por isso, fácil de perceber que dos cinco partidos representados nem CDS, nem PS, nem PCP, nem BE fazem qualquer referência ao apuramento de matéria sobre “ conluios de poder” ou “ligações maçónicas”.

3 – Muito menos se pode referir qualquer entendimento entre o CDS e o PS relativo ao relatório apresentado desde logo porque o PS decidiu não apresentar relatório nenhum, posição muito diferente da nossa. E, em segundo lugar, porque o CDS sempre entendeu que a opinião de cada partido responsabilizava os próprios e correspondia tão só à leitura de cada um sobre as audições verificadas.

4 – Por isso, nunca o CDS contactou, sugeriu ou sequer sugestionou a qualquer grupo parlamentar para alterar, modificar, retirar, acrescentar ou apagar qualquer opinião sobre esta ou qualquer outra matéria.

5 – Fomos, por isso, surpreendidos com a notícia de um jornal segundo a qual teriam existido pressões para que fosse retirado da proposta do PSD referências à maçonaria fazendo uma confusão entre a proposta inicial e a leitura política da coordenadora do PSD na Comissão e a proposta do texto final que se pretendia comum e partilhada por todos os Partidos.

6 – Perante os factos, foi de resto minha a proposta em Grupo de Trabalho de que todos os textos, todas as leituras dos Partidos, todas as opiniões sobre todos os assuntos fossem tornados públicas, o que veio a ser acolhido e praticado pela comissão. E basta esse princípio de publicidade para evidenciar que o CDS não conjugou a sua posição com nenhuma outra sobre esta matéria.

7 – Pelo que, não houve da parte do CDS qualquer pressão, qualquer aliança, qualquer tentativa de protecção ao que quer que fosse e a quem quer que fosse. Pelo que, se conclui que esta notícia contém um conjunto de inverdades que apenas poderão reportadas a erros alheios, mas nunca ao CDS.

8 – De resto, a minha postura cívica e a minha já longa vida política não são compagináveis nem com secretismo nem com qualquer tipo de participação ou protecção em organizações que envolvam qualquer tipo de secretismo.

 

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